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Cidades

Zeca Viana defende Pivetta como vice de Mendes e promete buscar dinheiro para a campanha

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O presidente do PDT em Mato Grosso, o deputado estadual Zeca Viana, defendeu a reedição da chapa das eleições de 2010, quando Mauro Mendes (DEM) foi candidato a governador, tendo Otaviano Pivetta (PDT) como vice. Na época, a dupla ficou em segundo lugar, perdendo para Silval Barbosa (ex-MDB).

Com a indecisão de Mendes, o PDT lançou, em abril, a pré-candidatura de Pivetta a governador. No entanto, Zeca sempre deixou claro que esse era o plano B do partido, pois a preferência era apoiar o aliado. Eles aguardam agora Mendes consolidar o projeto de candidatura, e dar certeza que disputará o Palácio Paiaguás. Até lá, a pré-candidatura de Pivetta está mantida.

“Acho que seria salutar repetir essa chapa de 2010”, disse Zeca. “Temos nosso candidato hoje, mas eu ouso dizer que não podemos dividir e temos que somar. Assim que Mauro firmar a candidatura dele, é óbvio que vamos sentar e conversar e ver nosso espaço dentro do projeto majoritário para andarmos juntos”, afirmou.

Doações de campanha

Empolgado com a possível candidatura de Mendes, Zeca prometeu buscar apoio financeiro para viabilizar o projeto eleitoral do aliado. “Sem dúvida [o PDT vai ajudar na questão financeira]. Vamos buscar fundo partidário, o que for possível. Vou procurar colegas meus do agronegócio. Temos que estar juntos para viabilizar essa candidatura. Acredito que os produtores e grandes empresários vão estar juntos. As empresas não podem doar, mas os donos das empresas sim, e vão ajudar, sem sombra de dúvida”, disse.

Na avaliação de Zeca, para sacramentar a candidatura, Mendes precisa apenas garantir o financiamento. Na segunda-feira (11), em reunião da executiva do DEM, o ex-prefeito de Cuiabá deu sinal verde para a sigla construir sua candidatura ao Palácio Paiaguás, enquanto Jayme Campos definiu pela pré-candidatura a senador. “O Mauro já é candidato. O que está faltando para o Mauro é viabilizar a parte financeira, o que é normal para todos os candidatos que não estão no poder. O candidato que está no poder tem mais facilidade”, disse.

Zeca defendeu que os aliados façam “um esforço a mais” para conseguir os recursos para a candidatura de Mendes, porque ele tem condições de formar uma grande coligação para disputar as eleições. Ele citou até mesmo a possibilidade de uma grande aliança de oposição em torno do pré-candidato do DEM.

“Alguns partidos que estão com o senador Wellington Fagundes (PR) devem vir quando Mauro consolidar o nome dele. E talvez a gente busque um entendimento com o próprio Wellington, para que ele venha também apoiar a candidatura do Mauro”, disse. “Temos que recuperar a imagem deste Estado. Não podemos deixar este Estado mais quatro anos desgovernado como está”, afirmou.

 

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