|Quarta-feira, 23 maio 2018

    Zaque presta depoimento: “havia um interesse maior por trás dos grampos”

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    Ednilson Aguiar/O Livre

    Mauro Zaque presta depoimento

    Promotor Mauro Zaque presta depoimento: ele fez a primeira denúncia sobre a existência de grampos ilegais em Mato Grosso

    O promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus presta depoimento nesta sexta-feira (09) no processo que apura o envolvimento dos policiais militares no caso dos grampos. Zaque foi o responsável por fazer a primeira denúncia sobre as interceptações telefônicas contra pessoas de interesse da cúpula do Governo do Estado.

    O promotor, que era secretário de Segurança Pública à época, disse que informou o governador Pedro Taques (PSDB) sobre o esquema.

    “Ao olhar aquela documentação eu vi que estava errado. Eu percebi que estava acontecendo o que a gente chama de barriga de aluguel. Como secretário eu não podia investigar. A gente não sabia onde ia parar, tinha uma pessoa que era amante do então secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, que é primo do governador. Então, eu encaminhei”, disse.

    “Eu comecei a digitar alguns dos números no meu celular e de pronto apareceram os nomes. Tem uma amiga minha, que vai prestar depoimento hoje aqui, que eu digitei o número do pai dela e apareceu. O doutor Galindo, por exemplo, estava lá. Não era muito difícil pegar e ligar para alguns destes números que estavam entre as interceptações”, completou.

    O juiz Murilo Mesquita, da 11° Vara de Justiça Militar, é responsável pelo julgamento. Mesquita levantou o sigilo dos autos. Outras testemunhas, como funcionários da empresa Titânia, que armazenava os equipamentos utilizados nas interceptações, também serão ouvidos hoje.

    Zaque relatou que deputados, empresários e outros profissionais tiveram telefones interceptados ilegalmente.

    [Atualizada às 10h15]

    Mauro Zaque disse ainda que duvida que a ideia de fazer as interceptações ilegais tenha partido da cúpula da PM. “Levando em consideração os nomes que estavam ali, não é preciso fazer um exercício de inteligência muito sofisticado para entender que haviam interesses maiores”

    “Eu estou dando uma opinião pessoal. Mas me parece muito obvio que não havia interesse direto de um coronel da PM. Não sei porque tinham médicos, depois soube pela imprensa que tinha telefone do Gaeco. Mas vai além do interesse de um policial militar”.

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