Wilson Santos diz que não abandonou Taques mesmo correndo risco de perder eleição

Reeleito, deputado tucano avisa que será oposição a Mauro Mendes na próxima legislatura

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Vice-líder do governo Pedro Taques (PSDB), o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) afirmou que permanece fiel a ele até o último momento, mesmo acumulando o desgaste de defender o governador, derrotado nas urnas. Reeleito para um novo mandato na Assembleia Legislativa, Wilson disse que já comunicou ao futuro governador Mauro Mendes (DEM) que ficará na oposição.

“Sou um homem leal, de partido. Eu jogo no coletivo. Prefiro perder no meu time do que ganhar sozinho. Eu tinha pesquisas diárias e sabia que corria o risco de perder, mas não abandonei o meu governador. Fui com ele até o final, até à cabine de votação e estarei com ele até o dia 31 de dezembro”, disse o tucano. “Eu sou do PSDB. Temos consciência que ele fez um bom governo. Não se comunicou adequadamente com a sociedade. Mas nossa marca é do companheirismo”, disse.

Ele lembrou que, nas eleições de 2016, foi convocado às pressas para substituir Mauro como candidato do grupo político, quando ele desistiu de disputar a reeleição. À época, Taques se dedicou à campanha de Wilson, enquanto Mauro se manteve distante.

“Ontem recebi a ligação do governador eleito Mauro Mendes parabenizando pela vitória, que gentilmente e educadamente deve estar ligando aos demais deputados eleitos. Eu disse a ele ‘governador Mauro Mendes, parabéns, saúde, vida longa, mas serei oposição ao senhor e ao seu governo. Mas não serei oposição a Mato Grosso. Aquilo que o senhor enviar à Assembleia e for positivo, terá o meu apoio. Mas sou leal’”, contou.

Wilson chamou de “tsunami” o alto índice de candidatos que não se reelegeram. Além da derrota do governador, houve 58% de renovação na Assembleia Legislativa e 87,5% na Câmara Federal.

“Um tsunami, seguido de um maremoto e um terremoto. Uma hecatombe. E o povo está correto. Fez uma devassa geral, mandou o recado das urnas de que quer ética, transparência e resultados. O povo quer resultados concretos na melhoria das suas vidas, políticos honestos e transparentes no exercício da sua representação. Então nós, que resistimos a esse tsunami, porque temos raízes profundas, serviços prestados, cabe uma reflexão profunda do modus operandi de fazer política e trazer mais resultados para a população”, disse.

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