Wellington Fagundes pede a deputados cautela com CPI dos Grampos

Deputada estadual Janaina Riva lidera movimento para investigar governador

(Foto: Suellen Pessetto/ O LIVRE)

O senador e candidato a governador Wellington Fagundes (PR) pediu cautela aos deputados estaduais quanto à possibilidade de abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o escândalo dos grampos ilegais no governo, mesmo que as investigações envolvam seu adversário Pedro Taques (PSDB), que disputa a reeleição. A CPI, que vem sendo capitaneada pela nora do senador, a líder da oposição na Assembleia Legislativa, Janaina Riva (MDB), tem 10 assinaturas de apoio, porém, não foi aberta ainda porque já existem três CPIs em andamento.

“Na democracia, no sistema presidencialista, é claro que a CPI é um instrumento. Mas todas as CPI têm viés político. No momento de uma crise, no momento eleitoral, temos que tomar muito cuidado. Uma lei feita na pressão, na opressão, normalmente não é uma boa lei”, afirmou Wellington em entrevista nesta terça-feira (28), em visita à Assembleia.

“Como estamos próximos das eleições, acho que o parlamento estadual… Não vou opinar, pois cada Casa tem o seu direito de tomar decisões. Mas como agente político, peço a todos, inclusive aos candidatos, que a gente tenha prudência nesse momento, para não levar o Estado para mais crise”, declarou.

Governabilidade em risco

Wellington citou que acompanhou, em sua carreira no Legislativo, dois impeachments presidenciais, de Fernando Collor e Dilma Rousseff (PT), e lembrou também da renúncia do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), ocorrida em março, em meio a desentendimentos com o Taques.

[featured_paragraph]“Você consegue resolver a crise com diálogo. Não podemos ser irresponsáveis de aproveitar a fragilidade desse momento para aumentar a crise. Hoje temos uma situação que o vice-governador renunciou. Eu vivi dois impeachments no Brasil. Quando se perde a governabilidade, é claro que isso leva ao caos. Qualquer processo traumático é muito prejudicial à democracia”, disse. [/featured_paragraph]

Questionado se Taques havia perdido a governabilidade, ele voltou a pedir cautela. “Com certeza, a relação do governo do Estado hoje está muito crítica. Por isso temos que ter responsabilidade. Não podemos, por interesse político eleitoral, levar o Estado para mais crise ainda e as pessoas serem sacrificadas”, disse.

Operação Rêmora

O senador evitou, ainda, comentar as delações do empresário Alan Malouf e do ex-secretário de Educação Permínio Pinto (PSDB), que teriam acusado Taques de autorizar “caixa dois” na sua campanha ao governo em 2014 e desvios na Seduc para recuperar o investimento ilegal. Disse, porém, que todo político tem que estar pronto para ser investigado.

“Quero falar quem é Wellington e não denegrir a imagem dos outros. Temos órgãos de controle, Ministério Público e Justiça para analisar. Cada um responde pelos seus atos. O homem público não pode ter medo de ser investigado. Tem que estar aberto, pronto para ser investigado. Mas uma investigação não pode servir para denegrir ou execrar as pessoas”, opinou.

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