O senador Wellington Fagundes (PL) disse que a “fidelidade” é sua marca pessoal e usou seu casamento como exemplo. A característica seria seu ponto forte para manter seu projeto ao governo de Mato Grosso em 2026.
“O PL sempre foi a minha casa, sempre fui uma pessoa conservadora, sou casado e vivo com a minha esposa há 50 anos, por isso tenho uma família organizada, a fidelidade é minha marca”, disse.
Há dois dias, o presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, disse que Bolsonaro pode apoiar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta no ano que vem.
Ao comentar a hipótese hoje (23), Wellington usou a fidelidade como argumento para se diferenciar do seu adversário (o termo foi usado por ele na entrevista). E estendeu a crítica para o âmbito propriamente político.
Além de afirmar que é filiado ao PL há anos, sugeriu que Pivetta estaria investindo para conseguir o apoio do partido, supostamente atravessando o jogo político.
O exemplo seria a participação do vice-governador numa manifestação em Brasília, junto com Michelle Bolsonaro, no começo do mês, pela anistia a condenados pelos atos de vandalismo no dia 8 de janeiro de 2023.
Wellington disse que tem tentado construir sua candidatura com apoio dos eleitores; paralelamente, estaria no caminho para agregar apoio a Bolsonaro para a aprovação da anistia, que livraria o ex-presidente da condenação por tentativa de golpe de Estado.
“Estou trabalhando na base, exatamente procurando o trabalhador, o eleitor. Quem for candidato na base tem que ter apoio [popular] concreto. Nós, da base, queremos apoiar o presidente Bolsonaro”, disse.




