Wellington diz apoiar Haddad em 2º turno e chama adversários de oportunistas e desleais

Candidato a governador do PR tem em sua aliança partidos que apoiam quatro presidenciáveis

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O candidato a governador do PR, Wellington Fagundes, admite a possibilidade de apoiar Fernando Haddad (PT) no possível segundo turno da disputa pela Presidência da República. Ele observou que o PT faz parte do arco de alianças que sustenta sua candidatura em Mato Grosso, e disse que pretende se alinhar com siglas que estejam na sua base de apoio.

“Claro. Aqueles que estiverem dentro da nossa coligação, vamos buscar apoiar”, disse, ao ser questionado se apoiaria o candidato do PT. Ele afirmou, porém que só tomará uma decisão depois que o segundo turno se concretizar. Para isso, pretende conversar com os aliados. “Vou ouvir todos que estão na coligação para tomar uma decisão. Não vou tomar decisão isolada. E, claro, seguindo primeiro a orientação do meu partido”, disse.

O PR faz parte da coligação que sustenta a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) a presidente. “Temos uma coligação definida nacionalmente e, dentro da coligação nacional, vamos depender dos partidos também”, observou.

A aliança de Wellington em Mato Grosso conta ainda com o Podemos de Álvaro Dias e o PV, que compõe a chapa de Marina Silva (Rede), além do PT, com Haddad. “Temos uma coligação bastante ampla, temos quatro candidatos. Então, como candidato a governador, eu respeito, e vou estar trabalhando dentro da minha coligação”, disse.

Apoio a Bolsonaro

Wellington tachou alguns adversários de oportunistas e desleais, por declararem apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) mesmo tendo candidatos em seus partidos. “Temos que ter respeito ao eleitor, e nós, candidatos, não podemos ser oportunistas. Se estão mostrando oportunismo agora, na campanha, imagina depois do mandato”, declarou.

Entre os que já anunciaram apoio a Bolsonaro num eventual segundo turno contra o PT, estão o governador Pedro Taques e candidato a senador Nilson Leitão, ambos do PSDB, que tem Alckmin na disputa presidencial. Também o deputado estadual Zeca Viana e o candidato a vice-governador na chapa de Mauro Mendes (DEM), Otaviano Pivetta, ambos do PDT, que tem Ciro Gomes como candidato.

“Já vi Pivetta falando muito mal do Bolsonaro e agora o Mauro está inclinando a pedir voto para Bolsonaro. Da mesma forma o Pedro, que tem um candidato dentro da sua coligação. Eu vejo isso como incoerência e falta de lealdade partidária”, disparou Wellington.

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