Vou de bike: pandemia e fechamento de academias tornam o ciclismo a bola da vez

Pessoas estão pedalando mais para evitar as aglomerações e, com isso, aqueceram o setor

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Com sebo nas canelas e em cima de uma magrela, os cuiabanos estão driblando as dificuldades impostas pelas pandemia do coronavírus, que desde março assola o país. O meio de transporte está sendo uma alternativa para quem quer evitar a aglomeração dos ônibus ou se exercitar, já que as academias estão fechadas.

Em alguns estabelecimentos, principalmente os que trabalham com bikes para prática esportiva, o acréscimo nas vendas chega a 80% em relação a quantidade de produtos comercializados antes.

Proprietário da Radical Bikes, Washington Medeiros conta que muitas pessoas estão buscando as bicicletas para ingressar no ciclismo. Antes, ele vendia cerca de 5 por semana. Agora, chega a entregar 8 por dia.

Washington Medeiros diz que tecnologia ajuda a personalizar a bike (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Já o perfil dos novos atletas é bem amplo. São pessoas entre 20 e 40 anos e, geralmente, mulheres. Também há a procura por casais, que querem iniciar uma atividade juntos.

Medeiros trabalha com marcas de alta qualidade e diz que as indicadas para atletas em fase intermediária e alta performance, continuam a ser consumidas na mesma frequência de antes do corona.

Como iniciar?

A tecnologia ajuda quem quer iniciar a não se decepcionar. Medeiros conta que existem equipamentos que indicam qual o selim, quadro e demais peças ideais para o ciclista. Assim, não há incomodo durante as pedaladas, que terão tudo para serem prazerosas.

Há ainda a possibilidade de se encomendar uma bicicleta personalizada, com peças americanas e que recebem a assinatura do proprietário.

Modelos para inciantes são as mais pedidas desde o começo da pandemia (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Tudo depende de quanto a pessoas está disposta a investir.

Vale lembrar que alguns equipamentos tornam-se necessários para quem quer adentrar ao mundo do ciclismo. Entre eles estão: bermudas, suporte de água, sinalização e equipamentos de segurança, como luvas e capacete.

E para não perder a motivação, o empresário aconselha as pessoas a procurarem um dos grupos da cidade ou irem até pontos calmos com ciclovia, como é o caso da Passagem da Conceição e da avenida de acesso a Nossa Senhora da Guia, em frente ao Condomínio Cuiabá Beach.

Outro países estimulam o ciclismo

Medeiros lembra que o Brasil ainda está acanhado em relação à atividade. Na Europa, por exemplo, os cidadãos que trocam o transporte coletivo por bikes ganham 50 euros do governo, para ajudar nos custos de manutenção.

O países europeus também ampliaram a instalação de ciclovias, o que em alguns cresceu 60% durante a pandemia.

“A bike é muito abrangente. Ela recebe bem pessoas de várias idades, pesos e estrutura corporal. Pode ser transporte e uma forma de atividade física”, explica.

E tem quem suspendeu a aposentaria

Luiz Gustavo é dono da loja Ciclo Ribeiro, uma das mais populares de Cuiabá. Ele conta que houve o aumento das vendas de unidades no estabelecimento dele, mas algo em torno de 5%.

O acréscimo maior foi percebido na parte de peças, serviços e equipamentos de proteção.

Luiz Gustavo conta que a venda de peças para a manutenção aumentou (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

São pessoas que estão voltando à ativa com a bike que já possuíam em casa. E, para isso, precisam dar uma manutenção: engraxando, revendo os pneus e carenagens.

A venda de capacetes também aumentou e Luiz acredita que seja por conta da conscientização das pessoas com relação a segurança.

“Estou vendendo mais os modelos mais modernos. Os mais tradicionais mantiveram a comercialização”, ele diz.

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