Voltas às aulas na rede estadual: pais escolhem mandar filhos para escola ou não

Aulas no sistema híbrido foram retomadas nesta terça-feira (3). Alunos serão divididos em grupos para frequentar a escola

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

A rede estadual de ensino de Mato Grosso retoma as atividades no sistema híbrido nesta terça-feira (3). Isso quer dizer que parte das aulas serão presenciais e parte continuará sendo remota. Mas quem decide se o filho vai ou não para a escola são os pais ou responsáveis.

Quem optar por não mandar o filho ou filha para as aulas presenciais precisa assinar um termo de responsabilidade. No documento, se compromete a auxiliar o aluno na aprendizagem em casa.

Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) informou que, até a segunda-feira (2), os pais ainda não haviam se manifestado. Por isso, a pasta não tem uma estimativa de quantos alunos devem participar do primeiro dia de aula presencial.

Para o professor da UFMT e doutor em Educação pela USP, Silas Borges, a retomada é um risco do ponto de vista sanitário e não resolve as problemáticas do aprendizado em meio à pandemia.

“Caminhamos para um ano e meio de pandemia e se continuamos nessa dificuldade de planejar, de se ter um plano estratégico. A minha impressão é de que está do mesmo jeito do ponto de vista da ação política. Não tenho convicção de que essa retomada híbrida vá resolver. O que me salta aos olhos é a preocupação em dar respostas simples a problemas complexos”.

Aula inaugural

Na segunda-feira, o governo realizou a aula inaugural do novo modelo. Na solenidade, o secretário de Educação, Alan Porto, defendeu a retomada das atividades e afirmou que a decisão foi tomada com “responsabilidade e segurança”.

“Se tivermos que recuar, vamos avaliar. Sabemos que a pandemia é muito dinâmica e rápida. A todo momento vamos estar monitorando e acompanhando”, disse.

Ainda durante o encontro, Porto pediu a colaboração dos profissionais da educação, dos gestores e dos pais.

Trabalhadores da Educação

O Sintep-MT, sindicato que representa os trabalhadores da Educação no Estado, decidiu por retomar as atividades presenciais, “apesar do quadro de risco de contágio, da falta de infraestrutura e do medo de morte”.

Em assembleia na segunda-feira, a categoria deliberou por manter o estado de greve e uma agenda de mobilização e acompanhamento incisivo sobre a situação sanitária nas escolas.

“Permanecemos em alerta e insistimos que a decisão do governo é irresponsável e desumana. Estamos com baixa taxa de imunização e o risco de contagio ainda é grande, o que coloca em risco a vida das crianças”, destacou o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.

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