Volta às aulas: mais de 400 servidores teriam que ser remanejados para trabalho remoto

Número inclui somente pessoas com idade mínima de 60 anos no quadro de efetivos da Secretaria de Educação e pode aumentar, conforme o sindicato

Mais de 400 professores e outros servidores da rede estadual de ensino precisariam ser remanejados para trabalho totalmente remoto em Mato Grosso para cumprir as regras de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. 

Levantamento feito pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) – a pedido do LIVRE –  aponta que 434 servidores efetivos no Estado têm hoje idade igual ou acima de 60 anos. 

Pela indicação de medidas no relatório final da comissão especial criada na Assembleia Legislativa para debater o volta às aulas, servidores no grupo de risco deveriam ser realocados para serviços possíveis de serem realizados à distância. E a sugestão pode virar lei. 

O levantamento da Seduc aponta que os 434 servidores com idade mínima de 60 anos representam 1,2% do total de trabalhadores efetivos ligados à Educação. Esse número, contudo, pode aumentar se considerados os casos de pessoas com doenças que também se enquadram no grupo de risco, como diabetes e hipertensão. 

“É uma situação que realmente preocupa. Acho que não tem que de se falar em volta às aulas neste momento, mas levantando em conta como estará o quadro da pandemia daqui algum tempo, esse número terá algum peso sim”, disse o membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público em Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira. 

Segundo ele, o déficit pode ser ainda maior se levado em conta o número professores necessários e cujas vagas estão em aberto. A rede estadual precisaria contratar cerca de 1,5 mil docentes para complementar os efetivos. 

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O LIVRE também à Seduc informações sobre como os trabalhadores do grupo de risco serão substituídos, mas não houve resposta até a publicação desta matéria. 

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