Volta às aulas? Governo de MT marca data, mas sindicato ainda protesta

Em meio à queda de braço, Ministério Público aguarda da Justiça uma decisão contra lei aprovada na Assembleia Legislativa

Sala de aula (Foto: Reprodução/O Livre)

O retorno às aulas presenciais na rede estadual de ensino em Mato Grosso ainda é motivo de queda de braço entre o governo e os trabalhadores do setor. Enquanto a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) tenta deixar tudo pronto para uma eventual decisão favorável da Justiça, o Sindicato que representa os profissionais afirma que ações estão sendo tomadas de forma “truculenta” e a “toque de caixa”.

Por lei, as aulas ainda não estão autorizadas a serem retomadas nas escolas. A Assembleia Legislativa derrubou um veto do governador Mauro Mendes (DEM) e estabeleceu que professores e alunos só voltam às salas de aula quando todos os profissionais da educação estiverem imunizados contra a covid-19.

O Ministério Público ingressou com uma ação contra a lei, mas ainda aguarda uma decisão da Justiça.

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O que diz a Seduc?

À reportagem do LIVRE, a Seduc informou por meio da assessoria que trabalha com a possibilidade de retorno – num modelo híbrido de ensino – no dia 3 de agosto. O governo, no entanto, não pretende tomar nenhuma decisão antes que a ação movida pelo Ministério Púlico seja julgada.

Sobre a vacinação dos professores e demais profissionais que atuam nas escolas, a Seduc disse que não tem informações sobre quantos já foram vacinados, mas garante que todos os municípios receberam doses de vacina suficientes para imunizar, não só os da rede estadual de ensino, mas também da municipal e até os que atuam em escolas particulares.

Ainda de acordo com a Seduc, o secretário Alan Porto tem mantido diálogo com prefeitos e a maioria afirma que quase 100% da categoria já recebeu ao menos a primeira dose da vacina. Boa parte das cidades já começou a aplicar a segunda.

O que diz o Sintep?

Já o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep) afirma que o governo precisa avaliar “com cautela as diferentes realidades da crise sanitária em cada cidade, bem como a evolução do quadro de vacinação”.

Em nota, o sindicato classifou como “truculenta” uma eventual decisão sobre a volta às aulas neste momento.

“O retorno às escolas exige uma margem de segurança. Os estudos apontam que isso ocorre quando chegarmos a 70% de vacinação, nem que seja com a primeira dose, para aliviar o contágio”, disse o presidente do sindicato, Valdeir Pereira.

Conforme Pereira, quando terminar o recesso escolar, a categoria deve se reunir novamente para deliberar sobre o que fazer a partir de agora.

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