Volta às aulas: especialistas defendem retorno antes da vacina

Em reunião com promotores e procuradores de Justiça, epidemiologista e médico citaram o impacto do isolamento na saúde mental de crianças

(Foto: Assessoria/ Gecom-MT)

Em reunião realizada com membros dos Ministérios Públicos de todos os Estados e da União, o epidemiologista e ex-secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, e o médico e pesquisador Fábio Jung defenderam o retorno das aulas presenciais no país antes de haver uma vacina disponível contra a covid-19.

Na avaliação dos pesquisadores, é preciso considerar as consequências sociais e emocionais provocadas pelo fechamento das escolas. Levantamentos apontam que crianças e adolescentes têm desenvolvido transtorno de estresse e aqueles já têm algum problema psiquiátrico, têm piorado.

A reunião com os membros dos Ministério Públicos foi virtual. Ocorreu na terça-feira (22). Durante o encontro, os pesquisadores apresentaram o estudo “Covid-19 e reabertura das escolas”.

A pesquisa apresenta evidências de como foi conduzida a volta às aulas em outros países, os impactos do isolamento para os alunos, dados sobre o comportamento da doença, incidência e comparativo com a H1N1 em crianças.

Após avaliarem a suscetibilidade, transmissibilidade e gravidade da covid-19 em menores de 18 anos, os estudiosos argumentaram que o retorno deve ser gradual, opcional e de forma responsável.

Segundo eles, muitos países instituíram um protocolo relativamente simples que inclui distanciamento social, uso obrigatório de máscara, disponibilização de estruturas com água e sabão, além do álcool em gel.

Wanderson de Oliveira e Fábio Jung defenderam ainda que escolas públicas e privadas voltem ao mesmo tempo. Em vários Estados do país que já adotaram o retorno, apenas as escolas particulares reabriram as portas, até o momento.

Os especialistas também acreditam que a decisão final deve ser dos pais dos alunos, assim, o retorno a atividades presenciais seria opcional.

Após a explanação, os procuradores e promotores de Justiça participantes esclarecerem dúvidas e fizeram considerações sobre o tema. Do Ministério Público de Mato Grosso, participou o promotor Miguel Slhessarenko Júnior, da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá e coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação.

(Com Assessoria)

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