Volta às aulas: é seguro retomar atividades presenciais antes da vacina?

Governo do Estado prevê retorno - no sistema híbrido de ensino - em fevereiro e já enfrenta resistência na Assembleia Legislativa

(Foto: Pixabay)

Em 2020, quase 100% do ano letivo foi digital. Alunos de todas as idades – e também professores – tiveram que se adaptar às ferramentas, enquanto aguardavam as cenas dos próximos capítulos da pandemia. Quase um ano depois, o clima ainda é de incerteza: é seguro retomar as aulas presenciais antes da vacina?

Presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o  deputado Valdir Barranco (PT) defende que não. Para ele, o Estado ainda não tem condições sanitárias para o retorno dos alunos às salas de aula.

“Não há mente sã que permita que isso aconteça enquanto não tivermos a vacina”, declarou.

Por outro lado, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) já planeja uma volta, mas no sistema híbrido. A partir do dia 8 de fevereiro, alunos vão se revezar entre as modalidades presenciais e online. Antes disso, voltam os profissionais para o planejamento do ano letivo.

Alan Porto, secretário estadual de Educação, sustenta que todas as escolas já receberam dinheiro para comprar álcool em gel, máscaras e outros materiais. Sem citar quais, ele informou também que “outras ações são adotadas nas unidades escolares para manter todos os protocolos de biossegurança e evitar a contaminação pela covid-19”.

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Além de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco também retomam as aulas presenciais em fevereiro.

Compra direta da vacina

Para Barranco, a Seduc errou ao não realizar um controle efetivo da curva epidemiológica de cada um dos municípios mato-grossenses. Isso, na avaliação do parlamentar, garantiria a segurança sanitária e o retorno das aulas onde não houve avanço efetivo da covid-19.

“Se eles tivessem feito isto, as aulas presenciais já poderiam ter retornado em algumas cidades. Mas o trabalho não foi feito”, critica.

A sugestão, do petista agora, para evitar maiores perdas no aprendizado dos alunos é a compra direta pelo governo do Estado da vacina junto aos fabricantes.

“Cabe ao governador Mauro Mendes buscar um contrato com os laboratórios produtores da vacina para que possamos, já que nacionalmente não a teremos tão cedo, comprar o imunizante pelo Estado. Só assim teremos segurança sanitária para o retorno às aulas em todo o Estado”, concluiu.

A reportagem do LIVRE questionou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) sobre a possível compra direta das doses.

Em nota, o governo informou que já formalizou a intenção de adquirir a vacina Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, da empresa Sinovac. Contudo, segundo o Estado, “qualquer aquisição depende dos trâmites de validação da Anvisa”.

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