Volta às aulas depende do fim da campanha eleitoral, avaliam especialistas

Escolas terão que aumentar gastos para implantar medidas de segurança sanitária, mas legislação eleitoral impede contratações nesse período

(Foto: Freepik)

O retorno das aulas presenciais em 2020 passou a depender de mudança em leis sobre a restrição de gastos públicos em ano eleitoral. Autoridades no assunto avaliam que os orçamentos das secretarias de Educação precisarão de incremento e as escolas de novos funcionários. Mas contratar profissionais é proibido em tempos de campanha.  

“Eu não diria que é inconcebível voltar às aulas presenciais neste ano, mas é muito difícil. O retorno só seria possível com mudança na lei o que, quando querem, mexem rapidinho, ou para depois das eleições. E é preciso pensar que, quando as aulas voltarem, não vai ser como era antes”, pontua o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação em Mato Grosso (Undime-MT), professor Eduardo Ferreira. 

Fora isso, o tempo para programar o retorno fica restrito praticamente ao mês de dezembro, já que eleições municipais estão programadas para 15 de novembro (1º turno)  e 29 de novembro (2º turno, se houver).

Estudo realizado pela Câmara Federal indica a necessidade de ampliação de R$ 31 bilhões de recurso em Educação para a implantação de medidas de segurança sanitária. 

O professor Eduardo Ferreira diz que esses gastos já são ilustrados por situações que deverão mudar com o retorno das aulas. Por exemplo, em alguns municípios de Mato Grosso, salas de aulas que recebiam 15 alunos passarão a abrir com 6. 

Além disso, na avaliação dele, o número de professores teria que ser dobrado para dar conta da demanda das aulas híbridas (presencial e remota), novo modelo que as escolas tendem a adotar no pós-pandemia. 

“Se ficar um professor só, ele terá que dar aulas presenciais e ainda planejar o material para os alunos que não acessam as aulas virtuais, então, terá que se contratar um novo profissional”, pontua. 

Também deverá ser ponderado os profissionais que entram no grupo de risco, seja por idade igual ou superior a 60 anos ou por alguma comorbidade. Esses profissionais poderão ser usados somente no ensino remoto e em alguns municípios eles chegam a ser 30% do quadro de professores. 

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