Volta ao trabalho presencial: 60% devem levar comida pronta para o almoço

Pesquisa realizada por empresa especialista em alimentação fora do lar mostra que o setor de bares e restaurantes ainda deve sofrer mais um tempo

(Foto de Ella Olsson no Pexels)

A retomada da “vida normal”, com o avanço da vacinação contra a covid-19, deve ser um tanto mais lenta para o setor de bares e restaurantes. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Galunion Consultoria, empresa especializada no setor de alimentação fora do lar.

De acordo com o levantamento, 60% das pessoas que voltarem para o trabalho presencial pretendem levar comida feita em casa para o almoço. Outros 30% responderam se sentir mais confortáveis comendo no refeitório da empresa, ao invés de ir a restaurantes.

Para 15%, a opção será o delivery e somente 12% responderam que presentem voltar a frequentar resutantes e lanchonetes no intervalo para o almoço.

Entre as pessoas que vão continuar em home office, os dados são ainda piores para o setor: 80% responderam que vão fazer a própria comida em casa. 

Uma explicação possível está na crise financeira. Embora 44% dos entrevistados tenha dito que a renda se manteve inalterada e somente 29% tenham perdido renda neste período, boa parte pretende economizar mais dinheiro.

E para 57% das pessoas que responderam ao levantamento, essa economia seria em relação à comida em bares e restaurantes, um “luxo” que empatou em primeiro lugar na lista de corte de gastos com as viagens.

O risco tem que valer a pena

A pesquisa mostra ainda que, mesmo com a queda no número de casos de covid-19 no Brasil, 44% das pessoas têm evitado comer em bares e restaurantes, contra 30% que se sentam dispostos a fazer isso e 26% que não se sentem confortáveis.

Entre os motivos que levariam os consumidores a um estabelecimento desse tipo, 58% responderam queiriam para encontros com amigos e família, 48% apenas por necessidade e 40% para ter uma experiência de comer fora, com serviço amigável e de qualidade.

(Foto de Askar Abayev no Pexels)

Nesse ponto, ter uma experiência realmente emblemática é o que mais motiva as pessoas a procurarem um restaurante.

  • 29% querem sair para comer pratos novos e/ou que não podem ser feitos em casa
  • 25% querem ambientes com conceitos novos e interessantes

“Isso evidencia a importância de se atualizar para se tornar mais competitivo para os clientes que adquiriram novos hábitos e buscam por novidades”, revela Nathália Royo, especialista em inteligência de mercado na Galunion.

Higiene ainda mais em alta

Além disso, as pessoas estão ainda mais preocupadas com a higiene dos restaurantes. Para 35% dos entrevistados, esse é o principal critério para escolher um local para uma refeição. Em seguida, para 22%, o que vale mais é ter uma comida gostosa e 16% que consideram pagar um preço justo como principal critério.

Nesse sentido, o espaço do restaurante conta muito. 82% dos consumidores buscam locais abertos e bem ventilados, ou seja, estabelecimentos que contam com mesas em varandas, salões com grandes janelas, ou espaços abertos e ao ar livre.

Apenas 5% preferem praças de alimentação em shoppings ou centros comerciais, enquanto 13% não se importam com o ambiente.

Sobre os protocolos sanitários da pandemia, 81% querem o uso de máscara por todos os funcionários, 80% querem álcool em gel disponível, 76% querem distanciamento entre pessoas e mesas, 71% querem uso obrigatório de máscara para consumidores (exceto para comer), 69% preferem os talheres embalados para uso individual e 63% capacidade limitada de acordo com as instruções oficiais.

(Com Assessoria)

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