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Você sabe quem são os bombeiros de aeródromo? O LIVRE conta!

Foto de Natália Araújo
Natália Araújo

Presentes em aeroportos do país, os bombeiros de aeródromo são os responsáveis pela segurança da aviação. Nesta semana, os profissionais que atuam no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, receberam o Livre e falaram sobre a rotina de trabalho na unidade mato-grossense.

O turno de 24 horas começa logo cedo, pois às 7h da manhã, quando as quatro equipes do dia se apresentam para o trabalho. Dessa forma, diariamente, 11 homens ficam ali presentes de olhos abertos para interferir a qualquer momento que seja necessário. Para tanto, ficam de prontidão dois “Carros de Combate a Incêndio” (CCI) e um “Carro de Resgate e Salvamento” (CRS). Depois do turno de serviço, vêm as 72h de descanso.

Bráulio Bandeira, gerente de serviços de contra incêndio do Aeroporto e porta-voz do grupo, destaca que a principal função dos profissionais é a salvaguarda da aviação, para proteger o pouso e a decolagem das aeronaves. Portanto, são eles que atuam, por exemplo, quando há fogo em vegetação na área do Marechal Rondon, ou quando é preciso resgatar algum animal que esteja na pista e que ofereça risco de colisão com uma aeronave (no chamado “risco fauna”).

A prevenção contra vazamentos de combustível também fica a cargo desses profissionais, os quais garantem ainda a segurança dos demais funcionários responsáveis pela limpeza do local atingido.

Durante as ações de giro de motor, que é quando as equipes de manutenção das aeronaves fazem os testes de motores, os bombeiros também estão presentes, de maneira preventiva. Se houver qualquer incidente, como um princípio de incêndio, a atuação tem que ser rápida.

Atuação

Bráulio Bandeira comenta que ficam de prontidão dois “Carros de Combate a Incêndio” (CCI) e um “Carro de Resgate e Salvamento” (CRS)  (Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Bandeira destaca que a atuação dos bombeiros de aeródromo acontece na área Ar, ou seja, operacional restrita, ali na região de pouso, decolagem, embarque e desembarque dos passageiros. Mesmo em casos de acidentes.

Se houver alguma ocorrência de grandes proporções, o coordenador de emergência do Posto de Comando Móvel (PCM), pode fazer o acionamento de recursos externos, como os bombeiros urbanos e ambulâncias de serviços de emergência para auxílio, porém, esses profissionais não entram nas aeronaves.

“Nós temos um plano de treinamento recorrente, voltado para a nossa atividade-fim, sabemos como lidar com determinadas situações”, diz.

Especialização

O porta-voz esclarece que o trabalho é uma especialização do bombeiro civil e a formação deve ser feita em empresas homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A empresa Med Mais, atual contratada do Aeroporto Marechal Rondon é uma dessas autorizadas. A formação leva em torno de 8 semanas, sendo 5 de aulas teóricas e 3 práticas.

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

No país existem, no total, 10 organizações de ensino que ministram o curso de Serviço de Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio em Aeródromos Civis (OE-SESCINC), mas nenhuma em Mato Grosso.

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