Vigilância faz operação especial em supermercados de Cuiabá para recolher cerveja mineira

Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a segunda morte por intoxicação com dietilenoglicol

(Foto: Prefeitura de Divinópolis)

A Diretoria de Vigilância em Saúde de Cuiabá vai promover uma fiscalização extraordinária nas redes de supermercado atacadistas e varejistas da Capital. O objetivo é recolher unidades da cerveja Belorizontina – da cervejaria Backer – que eventualmente esteja sendo comercializada.

O produto é o principal suspeito por uma doença que já levou dois pacientes a morte em Minas Gerais. Segundo as investigações preliminares, pelo menos, dois lotes produzidos em dezembro estavam contaminados com uma substância tóxica chamada dietilenoglicol.

Em Cuiabá, segundo a gestora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Moema Blatt, nenhum caso da doença foi registrado até agora. Mesmo assim, as unidades de saúde estão recebendo uma nota técnica sobre como identificar, notificar e manejar casos suspeitos.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, os sintomas são: insuficiência renal aguda e de evolução rápida (em até 72 horas) e alterações neurológicas como paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, entre outras.

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Em Minas, um terceiro caso de morte está sob investigação e o corpo do segundo paciente que teve a doença confirmada está sendo analisado no Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com a Polícia Civil mineira, vestígios de dietilenoglicol já foram encontrados no sangue de vários pacientes, em vasilhames lacrados de três lotes da cerveja Belorizontina e na linha de produção da fábrica da Backer, em Belo Horizonte.

A cervejaria, no entanto, afirma que não emprega a substância na preparação da bebida. O dietilenoglicol costuma ser utilizado em sistemas de refrigeração, devido a suas propriedades anticongelantes.

Em nota divulgada na quarta-feira (15) para comunicar a morte de mais um paciente internado, a Polícia Civil informa já recebeu notificação de 18 casos suspeitos de intoxicação. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirma 17 internações.

A Backer vem sustentando que está colaborando com as investigações.

(Com informações da Agência Brasil)

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