Vídeo | Policiais escoltam gestante até hospital e auxiliam parto dentro de elevador

Nessa quinta-feira (10) a PM atendeu duas grávidas em Várzea Grande, uma levada de viatura e a outra escoltada no carro da família até a maternidade

O cabo Crispim e o soldado Bruno visitam a pequena Esmeralda e registram esse momento ao lado dos pais dela, Ana Carolina e Wender - Foto por: PMMT

Para dois policiais militares de Cuiabá a escala de trabalho dessa quinta-feira (10) jamais será esquecida. Por volta das 16h30, o cabo Crispim e o soldado Bruno faziam patrulhamento na Avenida Ulisses Pompeu de Campos, na área central de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), quando foram surpreendidos pelos acenos do motorista de outro veículo.

Nervoso, o condutor apontou para sua esposa que estava dentro do veículo em trabalho de parto e pediu ajuda para chegar o mais rápido possível na Maternidade Santa Helena, em Cuiabá.

Os policiais utilizaram a sirene e sinais luminosos para abrir o caminho por vias movimentadas, como a Avenida da FEB e a Miguel Sutil, enquanto o casal seguia em seu carro logo atrás.

Os dois militares auxiliaram o casal a subir até a sala de parto, mas o bebê nasceu dentro do elevador. Os pais, Ana Carolina e Wender Arruda, deram à recém-nascida o nome de Esmeralda.

Abraçada à filha recém-nascida e já recebendo suporte dos profissionais da saúde, Ana Carolina agradeceu o apoio dos policiais para chegar até ali.

O cabo Mauro Sérgio Crispim e o soldado Jean Bruno Elias de Oliveira não são policiais que cotidianamente estão nas ruas fazendo patrulhamento. Eles são músicos da Banda da PM e estavam em escala operacional para reforçar as ações policiais por causa da pandemia da covid-19.

Crispim é saxofonista e tem 12 anos de carreira militar. Já o soldado Bruno está há pouco mais de cinco anos na PMMT. Ambos, assim como todos os policiais lotados no serviço operacional, fizeram concurso público para a função de policial militar, passaram por treinamento e fazem capacitações frequentes para se mantem atualizados e também cumprirem escala de plantão.

Crispim conta que logo que viu a gestante dentro do carro percebeu que tinham pouco tempo para se deslocar até o hospital. Ele também concluiu que naquele momento delicado não seria possível transferi-la para a viatura e que o melhor seria abrir caminho no trânsito.

“É uma sensação bem diferente das atividades operacionais, das abordagens e prisões de suspeitos no trabalho de combate à criminalidade. É gratificante ter a felicidade de participar do nascimento de uma criança e ver que tudo correu bem, que mãe e filha estão saudáveis. Foi emocionante fazer parte desse momento especial dessa família”, disse Crispim.

Outro parto

Trinta minutos depois, outra grávida foi socorrida por policiais do Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão da PM, no Residencial Colinas, em Várzea Grande. Sem tempo hábil para chamar o Samu, a gestante foi levado pelos policiais até o Hospital Santa Rita, em Várzea Grande, de onde uma equipe médica a transportou até uma maternidade em Cuiabá.

(Da Assessoria)

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