Vídeo: PM alerta para criminosos que bloqueiam travas para furtar veículos

Na quinta, uma câmera de segurança flagrou o furto de uma caminhonete

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Circula na internet um vídeo que mostra um crime que se tornou bastante comum há dois anos em Cuiabá e que voltou a assombrar a população. Conhecido como “técnica do Chapolin”, ele acontece quando criminosos se utilizam de um bloqueador que impede o travamento de veículos. Assim, diversos furtos, inclusive dos próprios carros, voltaram a ocorrer.

Nas imagens divulgadas em um grupo de WhatsApp, um criminoso em uma moto branca aguarda em um estacionamento. Quando uma caminhonete  estaciona próximo a ele e o motorista se afasta, o homem desce da moto, abre a porta do veículo que não foi travado, furta algum objeto e sai dirigindo na contramão.

O crime teria ocorrido na última quinta-feira (27) e flagrado por uma câmera de segurança de uma loja na Avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá. De acordo com o tenente da Polícia Militar, Thiago Pereira, além deste registro, somente na semana passada três crimes desta modalidade ocorreram.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os criminosos não se utilizam de um equipamento específico para impedir a trava do carro. Um simples controle de portão é capaz de bloquear a ativação do alarme de um veículo.

“Ele emite um sinal para a abertura do portão que é o mesmo utilizado para o travamento do carro. Então, quando a pessoa aperta ao mesmo tempo, um bloqueia o outro. Às vezes, o carro até sobe os vidros, mas não trava de fato”, explicou o policial.

O que fazer então?

Para evitar este tipo de furto aconteça, basta um simples gesto, de acordo com o militar: atenção para conferir se a porta do veículo foi mesmo travada. Isso impede não só o furto a objetos que estão dentro do carro, como no caso da caminhonete que aparece no vídeo, mas o furto do veículo em si.

“Os carros com maior incidência de furtos de objetos são carros populares. Mas quando se trata de furto de veículos, geralmente são caminhonetes que são levadas para outros estados ou até mesmo para outros países, como é o caso da Bolívia”, pontuou Thiago.

Nesta semana, o militar relembrou de uma caminhonete apreendida em Cáceres, que havia sido roubada em Cuiabá e que o destino final seria o país vizinho, a Bolívia. No caso dos carros populares, o tenente da PM explicou que alguns podem ser vendidos aqui mesmo, na Capital, mas neste caso, os criminosos se utilizam de uma placa “dublê” – clonada – antes de vender o automóvel.

“Para identificar um carro destes, com a placa clonada, somente em um bloqueio. Às vezes, em uma checagem de um veículo deste em movimento, você não consegue identificar que esse carro é produto de roubo”, finalizou o militar.

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