Vídeo | Conheça os três pilares para sua empresa ter presença digital com lucratividade

Não basta ter um perfil nas redes sociais. Com as compras online em alta, o uso correto das ferramentas digitais é o diferencial

Imagem ilustrativa (Foto: Pixabay)

Ter um perfil no Facebook e no Instagram virou regra nos últimos 10 anos. Clientes e empresas se encontraram nas redes sociais e passaram a fazer desses locais virtuais mais um ambiente de negócios. Na pandemia, essa relação foi potencializada, mas muitas empresas – principalmente, as micro e pequenas – ainda pecam em um quesito considerado essencial: presença online.

Consultor de marketing digital do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso (Sebrae-MT), Leandro Gonçalves avalia que ter presença digital não é simplesmente ter um perfil nas redes sociais ou criar um site. É necessário criar um vínculo e manter uma boa relação com o consumidor.

“Estar presente é mais importante do que ter presença. Por trás da ferramenta tem uma pessoa que quer ser atendida e ter qualidade neste atendimento”, especifica.

Presença digital

Leandro explica quais são os quesitos principais para que pequenas empresas façam a diferença no meio digital:

1. Estar nas redes sociais

Facebook e Instagram são ferramentas que geram relacionamento e interação. Neste locais, os pequenos negócios não devem estar apenas para vender, mas também para se relacionar e fortalecer a marca, engajar o cliente e gerar empatia.

2. Estar nos motores de busca

A maior ferramenta de busca na internet é o Google, que domina aproximadamente 90% do mercado de pesquisa. Leandro lembra que, quando têm alguma necessidade, os consumidores também pesquisam no Google.

A dica é realizar um cadastro – gratuito no Google Meu Negócio – e atualizá-lo com frequência com informações da empresa, dos serviços oferecidos e, sempre que possível, fotos.

3. Site

Ter um site significa, segundo o consulto, ter uma loja aberta 24h por dia. Isso dá mais relevância para a empresa, além de ser um dos critérios para ficar bem ranqueado no Google.

Como lidar com as redes sociais?

Se para as gerações mais novas o mundo virtual é parte da rotina, algumas pessoas de gerações mais antigas ainda possuem dificuldades para encarar a rápida transformação e o dinamismo que o mundo digital proporciona.

O consultor orienta que, apesar de a internet parecer um bicho de sete cabeças, existem muitas plataformas que disponibilizam, de forma gratuita, cursos que ensina a atuar no virtual e a utilizar as ferramentas existentes.

Um exemplo é o próprio Sebrae, que possui uma plataforma EAD com diversos cursos como, marketing digital, vendas online e como otimizar as redes sociais.

“Por outro lado, as redes sociais também são muito intuitivas. O Facebook e o Instagram possuem manuais explicando passo a passo de como utilizar as ferramentas deles”, destaca.

Leandro ainda cita opções gratuitas como o Canva, que é um aplicativo para smartphone, que permite editar posts para as mais diversas redes sociais. E o conteúdo possui padrão profissional.

Outra saída é investir na contratação de uma agência de marketing digital, que segundo Leandro, é um mercado com opções variadas e acessíveis.

Lucros na crise

As empresárias Elba Luiza Turquino de Oliveira, 37, e sua irmã e sócia, Isabela Turquino, 28, são proprietárias do Ateliê Making Of [@ateliemakingof]. A loja existe há seis anos e é especializada em roupas para festas como casamentos, batizados e aniversários, além de perfumaria.

Elba conta ao LIVRE que 80% da atividade era voltada para atender eventos – primeiro setor prejudicado pela pandemia de coronavírus.

Empresárias Elba e Isabela Turquino se reinventaram na pandemia e potencializaram a presença digital como forma de driblar a crise (Foto: Arquivo Pessoal)

“Veio a pandemia e a gente se perguntou: o que vamos fazer agora sem nenhum evento?”. E a resposta precisou ser rápida, principalmente, porque no primeiro mês da crise, as vendas na loja despencaram 95%.

A saída foi rever a atividade e fortalecer a presença digital.

“Reformulamos a parte de cosméticos e focamos em presentes. As pessoas não podem se encontrar, mas querem homenagear familiares e amigos. Então, montamos caixas personalizadas e criamos um novo produto para a loja, com foco nas redes sociais”.

Loja Ateliê Making Of vende roupas para eventos e como o setor está paralisado, a saída foi se reinventar e focar na perfumaria e roupas para casamentos civis (Foto: divulgação)

A estratégia deu certo. Mesmo em meio à pandemia, as empreendedoras conseguiram vender bem mais que em 2019, durante datas comemorativas como Dia das Mães e Dias dos Namorados.

Outra mudança foi em relação às roupas de festa.

“Focamos no que ainda tinha possibilidade de acontecer que são os casamentos civis. Muitas pessoas remarcaram ou cancelaram as festas, mas ainda estão mantendo o casamento civil para este ano. Então, colocamos todas as nossas forças neste nicho”, conta Elba.

Redes socais

Apesar de estarem há sete anos no Instagram, o Ateliê Making Of passou para outro nível de interação digital durante a pandemia. Elba relata que os clientes chegam até a loja por meio do WhatsApp, após encontrar o número pelo perfil do Instagram.

“E aí entra nosso diferencial, que é a agilidade no atendimento. As pessoas são muito ansiosas, elas entram em contato e querem respostas de forma muito rápida. Como não podem ficar se deslocando, já precisam saber todas as informações antes de tomar a decisão de ir até à loja para finalizar a compra”.

Projeto da modernização da Making Of, que encontrou uma oportunidade de superar a crise por meio das redes socais (Imagem: reprodução/ Silvia Antunes – arquiteta)

A presença digital tem dado certo. A loja, que teve queda de 95% nas vendas no início da pandemia, agora mantém um fluxo de 20% de clientes que frequentam presencialmente o estabelecimento após a reabertura do comércio em Cuiabá e, em média, 50% do nível de vendas – na comparação ao que ocorria antes da pandemia.

Tudo isso está dando tão certo que Elba e Isabela já planejaram uma reforma na loja e um reposicionamento da marca em 2021, com ampliação e mais foco nos clientes online.

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