Vereadores de Várzea Grande estão preocupados com os canudos de plástico

O Projeto de Lei foi aprovado na Câmara de Vereadores com 17 votos e segue para a sanção do executivo, entretanto, ainda divide opiniões.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Bares, restaurantes e outros estabelecimentos não poderão comercializar ou usar canudos plásticos em Várzea Grande. Se o Projeto de Lei (PL) nº 97/2019 entrar em vigor, serão permitidos apenas utensílios biodegradáveis.

O texto, proposto pelo vereador Rodrigo Coelho (PTB), foi aprovado na Câmara de Vereadores com 17 votos.

Para ele são importantes as questões ambientes: “Como legisladores é uma necessidade priorizar as questões da sustentabilidade e tudo que for referente ao Meio Ambiente pode contar com a Câmara. Estamos sempre trabalhando em favor da população. Eu acredito que o projeto de substituição do uso de canudos plásticos pelos biodegradáveis será sancionado pelo Executivo para o bem do meio ambiente”.

Após isto, a proposta tem o prazo de 15 dias para que a prefeita, Lucimar Campos o sancione ou o vete. Caso seja rejeitado, os vereadores analisam o veto da prefeita e decidem entre eles se o projeto virá lei ou não.

Para Lorena Bezerra, presidente do Abrasel em Mato Grosso, a medida agrada na questão ambiental.

Ela conta que muitos estabelecimentos já dispõem  dos canudos biodegradáveis, mas o custo é mais alto e, por isto, pode acabar prejudicando alguns comerciantes.

“O maior problema é que o vereador não é da área, não consulta o seguimento e não pensa na cadeia produtiva. A Abrasel acredita com um maior dialogo as coisas podem ser resolvidas de forma a melhorar para todos.”

O que a população acha sobre o assunto:

Para a estudante Isabela Galvão, a ideia de os estabelecimentos substituírem os canudos de plástico por biodegradáveis é mais que necessário.

Ela menciona que a prática deveria ter sido começada há muitos anos, até porque o ser humano não está apenas o prejudicando, mas como a todos os seres vivos, entretanto, muitas vezes, ela acaba usando o canudo de plástico porque é o único que o estabelecimento oferece.

“Se tivesse como escolher, por questão de consciência eu escolheria o de papel”.

Já para a estudante Vivian Amorin, outras medidas deveriam ser feitas.

“Eu uso os canudos de plásticos e não acho que a substituição deles vai alterar muita coisa”.

Cidades onde o canudo plástico se tornou proibido:

O Rio de Janeiro foi o pioneiro na proibição e já está multando os comerciantes desde setembro de 2018; as multas variam de R$ 1.250 a R$ 6.000.

Outra cidade que também aderiu ao movimento foi a cidade de Santos. O projeto foi aprovado em julho de 2018 e deveria ter entrado em vigor no dia 1º de janeiro, mas acabou sendo prorrogado por 3 meses. Os estabelecimentos podem ser multados entre R$ 500 e R$ 1.000.

Em Mato Grosso, Rondonópolis é a única cidade em que a lei já está aprovada desde outubro.

Diferença de preço:

Em uma pesquisa realizada num site de compras, usando o valor mais acessível para os três tipos de canudos: o de papel, de plástico e de plástico reutilizável se observou que o mais em conta é o de plástico, seguido do de papel e, por fim, o reutilizável.

O valor mais acessível para canudos de plástico foi de R$2,10 num pacote com 40 unidades. No mesmo site, o pacote de canudos de papel, contendo 100 unidades, custa R$10,90.

Ou, seja, numa comparação entre os dois, o papel custa mais de duas vezes o valor do canudo de plástico.

O canudo de plástico reutilizável, por outro lado, custa R$ 8,98 – contendo uma unidade, sendo o mais caro entre eles.

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