O vereador Paulo Henrique (MDB) é apontado como o interlocutor de facção criminosa com agentes públicos. Ele foi o alvo do único mandado de prisão preventiva nesta sexta-feira (20), da Operação Pubblicare. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Ficco) deflagrou a ação para investigar o núcleo de uma organização criminosa.
Segundo a Ficco, o núcleo era composto por agentes públicos, responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização de shows sem a documentação necessária. As autorizações irregulares ajudariam a liberar o caminho para que a facção lavasse dinheiro da criminalidade.
O caso começou a ser investigado na Operação Ragnatela. O vereador Paulo Henrique já tinha sido citado na ação, mas não entrou na lista de indiciados e acusados. Na operação de hoje, ele aparece como um dos principais agentes públicos que suspostamente teriam ajudado a intermediar negócios com o crime.
O foco da Ragnatela foi uma casa de show noturna comprada à vista por facção criminosa por R$ 800 mil. Vários MCs (mestre de cerimônia) de bailes funks se apresentaram na casa, com a liberação de licenças e alvarás. Os eventos serviriam, segundo a Ficco, para lavar de dinheiro.
Os investigados são acusados dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Paulo Henrique está em campanha eleitoral para tentar se reeleger vereador em Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, cerca de 70 policiais cumprem 15 medidas cautelares, expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo). Dentre eles, um mandado de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão, que inclui o sequestro de seis veículos e um imóvel, e o bloqueio de contas bancárias.




