Secretária não esclareceu falhas em central de medicamentos, diz vereador

Dilemário Alencar afirma que a gestora Ozenira Félix não soube dimensionar o prejuízo ao município, apesar de comissão ter apurado problemas no CDMIC

(Foto: Reprodução/Davi Valle/Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Cuiabá)

A oitiva da secretária de Saúde de Cuiabá, Ozenira Félix, nessa terça-feira (27), na Câmara, não teria esclarecido as falhas encontradas no Centro de Distribuição de Medicamentos Insumos. 

A secretária não teria prestado informações sobre os motivos de centenas de remédios estarem vencidos, o tamanho do prejuízo financeiro, nem quanto a prefeitura gasta para manutenção dos serviços pela empresa Norge Pharma.    

“A secretaria esteve por cinco horas na sessão, mas não justificou o porque da existência de milhares de remédios vencidos e nem apontou os responsáveis por essa situação. Ela não respondeu perguntas básicas que precisavam de respostas”, disse o vereador Dilemário Alencar (Podemos).  

Segundo o vereador, a secretária não soube dimensionar o prejuízo para o município com o medicamento vencido, apesar de ter afirmado que mandou criar uma comissão, em outubro do ano passado, para investigar a administração do Centro de Distribuição.  

“Para mim ela preferiu se omitir para não revelar os milhões de dinheiro público que foram jogados na lata de lixo”, disse.     

O vereador disse que um requerimento foi enviado à Secretaria de Saúde para a liberação de cópias das notas fiscais da compra de todos os medicamentos e insumos vencidos 

O que diz a prefeitura 

A secretaria informou em nota que a Norge Pharma é responsável pela administração de medicamentos distribuídos para 118 unidades de saúde pública, na atenção básica e secundária, e um hospital de Cuiabá. O serviço seria prestado ao custo de R$ 700 mil ao mês, valor que pode variar de um mês para o outro.   

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