Vereador da base promete assinatura e CPI contra Emanuel Pinheiro deve sair do papel

Ednilson Aguiar/O Livre

Vereador Renivaldo

Vereador Renivaldo Nascimento: ele quer a CPI para provar a inutilidade da CPI

O vereador Renivaldo Nascimento (PSDB) prometeu assinar o pedido para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB). Com a assinatura do tucano, que pertence à base aliada do prefeito, a investigação deve sair do papel, depois de a oposição passar mais de dois meses tentando emplacar a CPI.

Para instalar uma CPI na Câmara de Cuiabá, é preciso que nove dos 25 vereadores assinem o requerimento. Oito já fizeram isso e Renivaldo deve ser o nono. Na semana passada, o vereador Diego Guimarães (PP) foi o oitavo a avalizar o documento.

Segundo Renivaldo, sua assinatura é uma estratégia para destravar a pauta de discussões na Câmara Municipal e também mostrar que a parlamento não tem condições de investigar os fatos citados na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Ele negou que a assinatura represente apoio à CPI.

“Se pedirem a CPI, eu assino, mesmo sabendo que não cabe CPI nesse caso e que a investigação não vai dar em nada”, afirmou Renivaldo ao LIVRE. “Eu assino, mas tem que destravar a pauta da Câmara. Quero voltar a discutir Cuiabá. Hoje só se fala em CPI e o Legislativo não anda”, afirmou.

Renivaldo já prevê que a CPI deve acabar em pizza. “A Câmara não tem condições de investigar esse caso. Vai investigar o quê? Uma fita de vídeo? É piada. A Câmara vai passar vergonha. A delação envolve outros deputados, secretários, e está nas mãos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). Não cabe à Câmara investigar isso”, disparou.

Assinaturas

A CPI já conta com as assinaturas de Marcelo Bussiki (PSB), Gilberto Figueiredo (PSB), Abilio Junior (PSC), Joelson Amaral (PSC), Felipe Wellaton (PV), Dilemário Alencar (PROS), Elizeu Nascimento (PSDC) e Diego Guimarães (PP).

Emanuel Pinheiro foi um dos deputados flagrados em vídeo recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete de Silval, o também delator Silvio Corrêa. Os delatores afirmaram que os vídeos referem-se ao pagamento de mensalinho para apoiar o governo.

A defesa do prefeito alegou que o dinheiro era para pagar uma dívida de uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto do seu irmão.

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