Vem aí a 2ª fase da Malebolge

Foto: Ednilson Aguiar

Quase sete meses depois da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal para juntar provas que corroborem com a delação de Silval Barbosa e cia., nenhum dos acusados conseguiu qualquer sucesso em pedidos feitos no Supremo Tribunal Federal (STF).

É o caso dos cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado afastados pelo ministro Luiz Fux. Nesta semana foi a vez de José Carlos Novelli pedir para voltar ao cargo. A justificativa da defesa foi muito plausível: após sete meses, o processo não andou e nenhuma denúncia foi oferecida contra o conselheiro.

A ministra Cármem Lúcia, no entanto, nem deu ouvidos. Ou porque há mesmo provas de que os conselheiros foram beneficiados com R$ 53 milhões em propinas, como afirma Silval, ou porque vem aí mais uma fase da Malebolge.

Em tempo: os próximos passos dessa investigação são considerados cruciais para as eleições de outubro deste ano.

(Atualizada à 12:48)

Em nota, o conselheiro José Novelli diz que acredita na Justiça e que Silval Barbosa mentiu em sua delação: “(…) nunca houve pagamento de qualquer espécie a conselheiros e até mesmo assinatura de notas promissórias, conforme descrito em delações”, diz a nota, que segue abaixo, na íntegra.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, José Carlos Novelli, informa que estava consciente que o não conhecimento do habeas corpus era uma possibilidade, mas que tinha motivos reais para impetrá-lo.

Afirma que continuará trabalhando na tarefa de fazer valer os seus direitos, previstos na Constituição e nas Leis.
“Continuo acreditando na justiça e creio que uma solução virá em breve”.

Novelli, por meio de sua assessoria de imprensa, nega o cometimento de qualquer ato ilícito e pontua que até o momento nenhuma prova foi apresentada dando conta das supostas irregularidades. Além disso, nunca houve pagamento de qualquer espécie a conselheiros e até mesmo assinatura de notas promissórias, conforme descrito em delações.

De acordo com Novelli, as acusações são tão inconscientes que existem ainda diversas contradições nos fatos narrados pelos delatores Silval Barbosa, Silvio Correia e Pedro Nadaf.

 

 

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