A Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias do policial militar Raylton Mourão e da esposa dele, Aline Valando Kounz, suspeitos de envolvimento na morte da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, assassinada na última quinta-feira (11) em Várzea Grande. O casal não foi localizado durante diligências da Polícia Civil e agora é considerado foragido.
Motivo: acidente de trânsito
As investigações apontam que o crime pode estar relacionado a um acidente ocorrido em março deste ano. Na ocasião, o carro de Rozeli colidiu com um caminhão-pipa da empresa Reizinho Água Potável, de propriedade do casal, e com uma motocicleta.
Segundo a apuração, o caminhão avançou em uma preferencial sem sinalização, obrigando a personal a frear bruscamente. O carro dela acabou atingido na traseira por uma moto. Em julho, Rozeli entrou na Justiça pedindo indenização de até R$ 9,6 mil por danos morais e materiais. Uma audiência de conciliação entre as partes estava marcada justamente para o dia seguinte ao crime.
Execução gravada em vídeo
Rozeli foi morta quando saía de casa para trabalhar, no bairro Cohab Canelas. Câmeras de segurança registraram dois homens em uma moto se aproximando do carro dela. O garupa desceu e efetuou vários disparos, atingindo a vítima no rosto.
Rozeli era casada com um caminhoneiro, que estava viajando no dia da execução, e deixou duas filhas.
Mandados de busca
No sábado (13), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca na casa do PM e da esposa, no bairro São Simão. Eles já não estavam no local. Foram apreendidos:
- A arma funcional e a carteira de Raylton;
- Um capacete semelhante ao usado pelo atirador no dia do crime;
- O sistema de gravação de imagens da residência havia sido retirado.
- Todo o material está sendo periciado.
Outras apurações
Além do homicídio, a investigação detectou irregularidades na empresa do casal. Segundo registros oficiais, a distribuidora de água não possui CNPJ ativo nem cadastro regular na Receita Federal.
PM acompanha o caso
A Corregedoria da Polícia Militar abriu procedimento administrativo para apurar a conduta do soldado Raylton. O órgão também acompanhou a Polícia Civil durante o cumprimento dos mandados.





