O bispo Gustavo Henrique Duarte Oliveira Silva, ex-secretário municipal de Várzea Grande e figura conhecida por confrontos com autoridades, foi condenado pela Justiça de Mato Grosso a indenizar dois policiais civis em R$ 10 mil cada por danos morais e violação de imagem. A decisão é da juíza Eduleuza Zorgetti Monteiro da Silva, do 3º Juizado Especial Cível de Cuiabá.
O caso envolve a divulgação de um vídeo gravado durante o cumprimento de um mandado judicial, no qual os agentes aparecem sendo acusados de abuso de autoridade. Segundo a sentença, gravar a ação policial não é ilegal, mas tornar o conteúdo público com acusações sem provas extrapolou o direito de manifestação. A magistrada destacou que o material expôs a honra dos policiais e colocou em risco a segurança deles e de seus familiares.
Vídeo usado politicamente
Nos autos, os policiais afirmaram que o vídeo foi publicado nas redes sociais com críticas e insinuações de motivação política, o que lhes causou constrangimento e prejuízo profissional. A Justiça reconheceu que o conteúdo ultrapassou o direito de fiscalizar atos públicos e configurou dano moral presumido.
Figura polêmica
Gustavo Duarte já havia sido alvo da Operação Fake News da Polícia Federal nas eleições de 2022. Após críticas ao governo Mauro Mendes, chegou a ser afastado da Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande em 2025 e também foi repreendido publicamente pela primeira-dama, Virginia Mendes, por declarações em vídeo contra o governador.





