Veja o que pensam os candidatos ao Senado sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo

O LIVRE entrevistou os postulantes sobre temas polêmicos, como o casamento homoafetivo

Em Mato Grosso há 11 candidatos concorrendo às duas vagas ao Senado. O LIVRE entrevistou os postulantes sobre temas polêmicos que tramitam no Congresso Nacional (Senado e Câmara), como o casamento homoafetivo (pessoas do mesmo sexo).

Veja, por ordem alfabética, o que cada candidato pensa sobre o casamento homoafetivo

Adilton Sachetti (PRB) é deputado federal e concorre pela primeira vez ao Senado. O postulante se posiciona favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“Respeito quem toma essa decisão. Não sou contrário. Se as pessoas têm amor, que vivam à sua maneira. Cada um tem direito de fazer a sua vida, a sua história e temos que respeitar. O que não concordo é com desrespeito à minha condição porque não sou homossexual. Se levam uma vida normal e têm respeito comigo, não tenho direito de impedir que sejam felizes”.

Aladir Leite Albuquerque (PPL) é servidor público aposentado e também é a primeira vez que disputa uma vaga ao Senado. Ele é contra a união entre pessoas homossexuais.

“Com certeza, sou contra. Onde já se viu, dois bigodes beijando na praça? Se cair uma lei sobre isso no Senado, sou contra. Quando Deus criou a mulher, tirou da costela do homem para ser amada e acarinhada. Para nós, que somos homens, não existe nada melhor abaixo de Deus do que mulher. Deus deixou o homem e deixou a mulher. Deus deixou os animais, o cachorro e a cachorra, os peixes macho e fêmea. Então não tem para onde correr. Eu tenho uma linha, é a linha divina”

Carlos Fávaro (PSD) é ex-vice-governador e concorre pela primeira vez ao cargo de senador. O candidato diz que respeitaria a posição dos cidadãos, deixando a entender que seria favorável que o tema seja discutido por consultas populares. “É um assunto tão pessoal, não vou ficar debatendo. Respeito a dignidade e escolha de cada um”.

Gilberto Lopes (Psol) é funcionário público estadual e também disputa pela primeira vez uma vaga ao Senado. O postulante diz que a questão já está resolvida juridicamente, mas que se tivesse de votar como senador seria a favor do casamento homoafetivo.

“Isso é uma opção individual, se as pessoas querem se unir vai no cartório e faz a união estável. Para mim isso é tranquilo e vamos trabalhar com o coletivo, não podemos ficar com paranoias. A opção sexual das pessoas não define caráter e é irrelevante porque o Supremo [Tribunal Federal] já deliberou e esse assunto é uma paranoia para um senador. Mas se a lei chegar lá para aprovar ou não vou votar a favor logicamente”.

Maria Lucia (PCdoB) é ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso e é a primeira vez que concorre ao Senado. A candidata defende que o Estado não deve debater questões relacionadas a orientação sexual.

“O Estado tem que se preocupar com saúde, educação e segurança e deixar de enfiar a colher na vida particular das pessoas, isso não é seu papel. Da sua vida amorosa só você tem que tomar conta. Se você é feliz com um parceiro do mesmo sexo, que você seja feliz, eu dou todo meu apoio”.

Nilson Leitão (PSDB) – atualmente é deputado federal e concorre pela primeira vez ao cargo de senador. Quanto ao casamento homoafetivo, o candidato diz que não é papel do Estado, que o País não pode tutelar o cidadão.

“Se tem dois homens que querem se casar e duas mulheres que querem se casar a liberação da igreja é uma questão peculiar da religião. Se o problema é a garantia do patrimônio, já há uma lei pronta, é só ir ao cartório. São temas que querem debater para dividir o país. Qual a diferença daquele homem com uma opção sexual diferente daquela mulher com opção sexual diferente no trabalho, no dia a dia? Nenhum”.

Procurador Mauro (Psol) é procurador da Fazenda Nacional e já disputou diversos cargos políticos, mas pela primeira vez concorre ao Senado. O postulante diz que o tema é uma pauta vencida, uma vez que o Supremo Tribunal Federal já decidiu sobre a união homoafetiva.

“Vários religiosos pregam o ódio. O que essas pessoas querem? Elas querem que essas pessoas sejam mortas por conta da opção sexual? Isso é uma coisa totalmente absurda. O discurso é um discurso de destruição e precisamos avançar no discurso de tolerância e as pessoas devem conviver harmonicamente com as diversas posições tanto políticas quanto religiosa quanto opção sexual”.

Sebastião Carlos (Rede) é advogado e é a primeira vez que pleiteia um cargo político, sendo ele para o Senado. O postulante se diz favorável ao casamento homossexual.

“Tudo aqui que não implica no comportamento coletivo, aquilo que diz respeito a vida própria e pessoal, só diz respeito a quem interessa. O Estado não pode intervir. É aquele velho princípio que já vem da revolução americana, meu direito vai até onde começa o seu direito. Votaria a favor, são seres humanos e têm direitos”.

Selma Arruda (PSL) é juíza aposentada e pela primeira está em uma disputa eleitoral, sendo então candidata ao Senado. Ela defende a união entre pessoas do mesmo sexo.

“Sou uma juíza e tenho conhecimento científico, então não posso me colocar contra a esse tipo de regularização, pelo contrário. As pessoas vivem juntas e têm coisas em comum, bens e nada mais justo que terem seus direitos assegurados pela legislação, como qualquer outro casal”.

Waldir Caldas (Novo) é advogado e pela primeira vez entra no pleito para o cargo de senador. O postulante diz que as pessoas é quem devem decidir como querem viver.

“O casamento homoafetivo já está devidamente autorizado. A polêmica que se criou é se seria uma obrigatoriedade de que o casamento também pudesse ser feito dentro das instituições religiosas e não é verdade. Tem tanta gente que casa apenas no civil e não fazem casamento religioso. Já é posto e consagrado”.

Jayme Campos (DEM) também foi convidado a participar da série de sabatinas realizadas pelo LIVRE, mas foi o único que não marcou presença.

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