Várzea Grande: condomínios não têm abastecimento de água desde o início do ano

Abastecimento é precário e DAE não tem cumprido liminar que manda enviar caminhões-pipa. Mas a conta chega

Cerca de 3,5 mil pessoas estão amargando o racionamento de água desde o começo do ano, em Várzea Grande. E isso tem ocorrido, mesmo havendo uma decisão liminar obrigando o Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município a fornecer caminhões-pipa em quantidade suficiente para suprir a demanda, que não é atendida pelo que chega nas torneiras.

O problema faz parte da rotina dos moradores dos condomínios Chapada dos Buritis e Chapada Verde, que juntos abrigam 824 apartamentos. Conforme o síndico do Buritis, Josiel dos Santos, o abastecimento nunca foi perfeito, porém a necessidade de se complementar o abastecimento era eventual. Agora, tornou-se diária.

E como o DAE se recusa a fazer o serviço, descumprindo a decisão da Justiça, o custo está tornando a situação impraticável. Atualmente, no Buritis, o valor mensal destinado aos caminhões-pipa é de R$ 28 mil.

A quantia está muito próxima do total pago pela água, R$ 30 mil, que não chega a contento, mas também não teve redução de tarifa. “Vamos entrar com uma nova ação pedindo que a cobrança seja suspensa até o problema ser solucionado”, afirma Santos.

Qual é a desculpa?

O local de captação está com o nível abaixo do ideal, a bomba queimou, problemas na energia elétrica. Essas são apenas algumas das justificativas que se repetem ao longo dos meses de falta de água.

Sem uma resposta definitiva sobre qual o problema e nem uma perspectiva de quando será resolvido, a única solução imediata para os moradores é tentar fazer com que a decisão judicial se cumpra e os caminhões-pipa sejam enviados diariamente.

Santos conta que, como os recursos estão ficando escassos, os moradores estão passando, pelo menos, 6 horas do dia sem fornecimento. A medida, adotada pelos administradores do condomínio, tenta conter o consumo, no entanto, há preocupação com relação à pandemia.

“Agora que a higiene constante é prevenção contra a covid, não há como ficar sem água”, declara.

O que a prefeitura diz?

A equipe do LIVRE entrou em contato com a Prefeitura de Várzea Grande para obter informações sobre o problema, mas até agora não teve resposta. O espaço continua aberto para manifestações.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anterior“Protocolos permitem segurança para realizar Copa América”, diz Queiroga
Próximo artigoMais três meses: Paulo Guedes diz que governo pode manter auxílio emergencial