Variante indiana do coronavírus: o que se sabe sobre a mutação que virou “preocupação global”

Especialistas apontam maior rapidez na transmissão e potência da carga viral. Mutação já foi registrada no Brasil

(Foto: Reprodução/Los Angeles Times) Imagem de microscópio do novo coronavírus, que sem passando por mutações desde sua aparição, em novembro de 2019

Em outubro do ano passado, autoridades sanitárias descobriram uma variante do novo coronavírus na Índia. Até então, a mutação chamada B.1.617 entrou para a lista assim como as demais, incluindo a variante brasileira (P.1). Em maio de 2021, porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como “preocupação global”.

Mas o que se sabe sobre a variante indiana?

Assim como as outras mutações, a variante indiana apresenta uma modificação na proteína que fica na superfície do vírus. Quanto mais o vírus circula entre a população, mais ele faz replicações.

Para muitos, a nova cepa do vírus e responsável pelo colapso na Índia e pela explosão de novos casos. Na semana passada, o país registrou recorde de morte: 4.329 mil em um dia.

Desde sua descoberta, três versões da variante indiana já foram descobertas. A maior transmissibilidade da doença é uma das principais características dela.

“O que há disponível de informação indica uma transmissibilidade acentuada”, disse Maria Van Kerkhove, uma das principais autoridades técnicas da OMS.

No Brasil

A variante indiana foi identificada no Brasil na semana passada, no Maranhão. Até o momento, conforme divulgado pelo governo federal, seis pessoas foram infectadas. Elas estavam a bordo de um navio cargueiro vindo da África.

Com exceção de um paciente com quadro grave, todos eles são monitorados dentro do navio. Outros 44 países registraram infecções pela variante indiana.

Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual Saúde (SES-MT) afirmou que Mato Grosso ainda não registrou casos da variante, mas monitora infecções de outras oito mutações.

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