Valques Pimenta exibe obra no Louvre e planeja 25 dias de exposição em Paris

O artista plástico cuiabano terá sua tela naif “Casamentos em Paris” exposta no carrossel do maior museu de arte do mundo, entre os dias 25 e 25 de maio

A temática da obra do artista popular Valques Pimenta, Casamentos em Paris, literalmente “casou” com o maior museu de arte do mundo e importante monumento histórico, abrigado na capital francesa. Entre os dias 25 e 27 de maio, a pintura de estilo naïf será exposta no carrossel do Louvre e em outubro, ela estará entre outras representantes da Arte Popular no Center Maurice Ravel.

Apesar da proposta da obra e a cidade da exposição, o artista conta que o casamento foi coincidência. “Eu pinto o que eu penso e antes de ser convidado pela curadora Angela Oliveira, eu já estava criando umas cidades europeias e esse cenário me surgiu em pensamento. Pensei na tradição do casamento na França, nos cadeados amarrados, nas grades da ponte e nas chaves jogadas no rio”, conta sobre seu processo criativo.

Casamentos em Paris, acrílico s/tela, 110x80cm, 2018

O ritual na Pont des Arts – conhecida como “ponte dos cadeados” – ao qual o artista se refere, simboliza o amor eterno de casais apaixonados que prendem cadeados na ponte e lançam as chaves no rio Sena para selar a união.

A inspiração da obra, produzida este ano, veio de lembranças da viagem a Paris com o pai, em 2012. Na ocasião, o artista já falecido, Nilson Pimenta, foi aclamado entre os 40 melhores artistas de Arte Popular do mundo pela Fondation Cartier. “Acredito que lá do céu, o meu pai está muito feliz em saber que estou caminhando bem. Antes dele morrer ele elogiava muito os meus trabalhos e estou muito feliz em expor em um dos museus mais famosos do mundo”.

Aos 35 anos de idade, desenhando e pitando desde os 5, o artista acredita que mesmo novo, já possui reconhecimento pelo Brasil e visa ter seu trabalho conhecido em todo mundo. “Estou cada vez mais conseguindo ampliar o meu trabalho com colecionadores do Rio de Janeiro. A história do meu pai está me levando muito longe pela minha idade”.

Neste mesmo ano, ele já foi convidado por curadores franceses a expor sua tela em uma exposição coletiva no Center Maurice Ravel, prevista para outubro, com duração de 25 dias. “Não importa onde for, o que importa é que o pessoal lembra da gente e isso é muito bom e eu fico muito feliz. Me preocupo de espalhar as minhas obras para o mundo e sobreviver com arte”.

Valques ainda revela que a tela já recebe propostas de compradores, entre colecionadores de arte, podendo também ser adquirida por museus. “Se ficasse eterno em um museu eu ficaria mais feliz, de qualquer forma será uma honra”, confessa.

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