Vai mesmo funcionar?

Plano de classificação das cidades de MT nasce cercado de perguntas de cunho político e técnico sobre sua eficácia

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A decisão do governo de Mato Grosso de lançar um sistema que classifica o Estado em cores pelo nível de “infestação” do novo coronavírus levanta uma série de questionamentos.

A primeira pergunta é: por que só agora? E a segunda, mas não menos importante: será que vai, de fato, funcionar?

Vale lembrar que, há três dias, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou que ele assumiria a liderança de um plano de enfrentamento à covid-19, reunindo os demais municípios.

Na ocasião, disse que Mato Grosso estava “acéfalo” porque o governador não teria adotado uma iniciativa nesse sentido. E os prefeitos, liderados pelo presidente da AMM, Neurilan Fraga, parecem concordar.

Mas as questões políticas não são as únicas que rondam o plano de Mauro Mendes.

Os critérios de classificação das cidades são a taxa de ocupação dos leitos de UTI – que todos sabem, não existem todos os municípios e regiões – e a velocidade com que a doença se propaga – uma taxa que, até agora, não é verdadeira porque testes são “privilégio” só de quem chegou a um estado crítico.

Aliás, justamente agora, quando o número de casos aumenta, eles passaram a se acumular no Lacen-MT porque o contrato com a empresa venceu e não foi renovado.

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