Vaga de Selma: Taques diz que não vai discutir “herança de pessoa viva”

Ex-governador falou com o LIVRE sobre o fato de ser cotado para disputar um eventual pleito suplementar

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Cotado como um dos candidatos na hipótese de se confirmar a eleição suplementar ao Senado por conta da cassação do mandato de Selma Arruda (PSL) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o ex-governador Pedro Taques (PSDB) lembrou que a juíza aposentada ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que, por conta disso, não cabe a ele “discutir herança de pessoa viva”.

“A ilustre senadora pode se valer dos recursos constitucionais, através de seus competentes advogados; não trabalho sobre hipóteses. Estou tratando da minha vida, na esfera privada. Procurei, na medida da minha competência, exercer as funções para as quais me propus, com responsabilidade e honestidade. Por fim, não me cabe discutir herança de pessoa viva”, limitou-se a comentar, em resposta ao LIVRE.

Essa foi uma das raras vezes em que Taques falou com a imprensa, desde outubro do ano passado. Seu último pronunciamento é datado de dois dias após o resultado do pleito no qual ele tentou a reeleição, mas foi derrotado pelo hoje governador Mauro Mendes (DEM).

Desde que deixou o Palácio Paiaguás, Taques busca a reinscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para atuar como advogado depois de ter exercido cargos de procurador da República, senador e governador.

Em janeiro, o tucano viajou em férias e, desde seu retorno, vem trabalhando para abrir uma escritório de advocacia em sociedade com o ex-assessor jurídico Everaldo Andrade, o ex-secretário da Casa Civil, Ciro Rodolpho Gonçalves, e o ex-presidente da MT Gás, Emanuel Figueiredo.

Candidatura

Desde que o processo contra Selma Arruda ganhou contornos de irreversibilidade, no entanto, um grupo político ventila a hipótese de Taques se lançar na disputa pela vaga ao Senado. A tese é de que o ex-governador tem recall eleitoral, já que fez um bom trabalho entre 2010 e 2014, quando esteve no Congresso. Na época, Taques chegou a ser premiado nacionalmente, o que lhe fortaleceu para vencer a eleição ao Governo do Estado, em 2014.

Em 2018, Taques foi candidato à reeleição, mas ficou em terceiro lugar. Entre ele e Mauro Mendes –  que obteve 58,69% dos votos válidos – ainda havia o senador Wellington Fagundes (PR), que conquistou 19,56% dos eleitores. Taques recebeu 19% dos votos.

Se atender ao desejo dessa ala de seu grupo político, Taques poderá enfrentar, na disputa ao Senado, nomes como o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), os ex-deputados federais Adilton Sanchetti (PRB) e Nilson Leitão (PSDB), o atual deputado federal Nelson Barbudo (PSL), além da ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Maria Lúcia Cavali Neder (PCdoB).

Todos, com exceção de Barbudo, disputaram a vaga de senador no pleito do qual Selma Arruda saiu vencedora. A reportagem do LIVRE tentou contato com todos, mas não recebeu resposta até o momento.

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