Vaga de Selma: Fávaro diz que não teme enfrentar Pedro Taques nas urnas

Ex-vice-governador disse que, em 2018, teve quase o dobro de votos que o tucano

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Ex-vice-governador, Carlos Fávaro (PSD) disse não temer um eventual enfrentamento com o ex-governador Pedro Taques (PSDB) nas urnas. Os dois são cotados como candidatos ao Senado, caso seja confirmada, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a decisão da Corte Regional que cassou o mandato de Selma Arruda (PSL) e determinou a realização de novas eleições.

Na quinta-feira (11), Fávaro disse que nutre respeito ao ex-governador Pedro Taques, mas que o compromisso que tiveram é datado de 2014. Ainda, voltou a alegar decepção com a forma de conduzir o Estado adotada pelo tucano. 

“Eu não estava confortável a continuar no grupo político dele. E não só eu, o [governador] Mauro Mendes (DEM), o [vice-governador, Otaviano] Pivetta (PDT), o [ex-deputado estadual] Zeca Viana (PDT). E já disputamos contra ele e as urnas mostraram que ele, como candidato a governador, disputando com seis candidatos e eu, com 11 candidatos [na disputa ao Senado], fiz quase o dobro de votos que ele”, pontuou.

Fávaro obteve 434.972 votos em 2018 e ficou na terceira colocação na disputa pelo cargo de senador. Já Taques conseguiu 271.952 votos no pleito em que perdeu a reeleição. Vale destacar, entretanto, que foram ofertadas duas vagas ao Senado no ano passado, portanto, cada eleitor tinha duas oportunidades para votar em Fávaro, enquanto para o cargo de governador era possível escolher somente um candidato. 

Adversários

Pedro Taques negou interesse em concorrer à vaga de Selma Arruda, mas é apontado nos bastidores como um dos possíveis nomes. Na avaliação de Fávaro, o tucano só deve disputar se sentir habilitado. Caso isso ocorra, disse que será uma disputa “de forma democrática”, evitando responder a questionamentos sobre comparações entre eles.

Juntos, Fávaro e Taques encabeçaram chapa a chapa vitoriosa na disputa ao Governo do Estado em 2014. Eles, no entanto, romperam relações em 2018, já às vésperas do processo eleitoral daquele ano. Fávaro renunciou ao cargo em abril e, desde então, afirmou que não apoiaria a candidatura à reeleição do tucano. O PSD acabou na chapa de Mauro Mendes, que também teve como candidato ao Senado Jayme Campos (DEM), que acabou eleito. 

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