Uso de ferramentas digitais pelo comércio amenizou efeitos da crise

Professor considera que digitalização do negócio é "estratégia de sobrevivência"

Imagem ilustrativa/Pixabay

Já são oito meses de pandemia no Brasil. Com o tempo é possível notar com mais nitidez os efeitos em (quase) todos setores da economia. Para se manter no mercado, os empresários e empreendedores tiveram que se adaptar.  O processo de digitalização foi uma das alternativas encontradas.

Foi o que fez a empresária Maria Carmen Palma Faria Volpato. Dona de duas franquias em Cuiabá, uma de moda íntima e acessório e outra de presentes e decoração, ela passou a oferecer um catálogo digital com os produtos disponíveis. As peças são entregues na casa do cliente.

“O fechamento das lojas em março pegou todo mundo de surpresa. Foi então, que mandamos mensagens de carinho aos clientes com perguntas sobre como eles estavam e reforçando que o momento difícil iria passar”.

O intuito era de criar um diálogo sem a intenção da venda. Depois desse primeiro contato é que o catálogo foi pensado.

Os funcionários foram para o estoque e fotografaram as peças e produtos disponíveis. O sucesso foi tão grande, que o grupo – donas das marcas – classificou como um ‘case de sucesso’. “Imaginávamos que ninguém naquele momento iria querer comprar e, por outro lado, o retorno que tivemos foi impressionante”, diz Maria Carmem.

Estratégia de sobrevivência

O aumento de empresas que migraram para o meio digital seguiu o mesmo caminho das vendas on-line no período. O que se vê é que as plataformas digitais, seja para vendas ou serviços, se tornou uma estratégia de marketing. Esse não é, porém, o único fator para a digitalização. Segundo Dirceu Tornavoi, professor da USP, “mais que uma estratégia de marketing, foi uma estratégia de sobrevivência”.

Um estudo feito pela Intuit QuickBooks, empresa norte-americana, deixa evidente o processo de aceleração. Segundo os dados anteriores à crise, apenas 30% das empresas tinham planos de investir em plataformas digitais. O cenário mudou de rumo quando a vida financeira dessas empresas foi negativamente impactada pela pandemia.

Para Tornavoi, essa realidade ajudou a amenizar a crise. “Se não fosse pela internet e as redes sociais, a crise seria muito maior para os pequenos comércios”, avalia, acrescentando que, além de ajudar na comunicação com os clientes, a digitalização ainda permitiu que “as empresas ultrapassassem o raio geográfico em que elas operavam”.

(Com Assessoria)

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