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Urnas na berlinda: políticos não têm um consenso sobre auditoria paralela dos votos

Discussões ficaram mais acirradas após declarações de Bolsonaro, questionando segurança do equipamento

Foto: Mariane Vieira/TRE-MT

A polêmica sobre a segurança das urnas eletrônicas voltou à tona após a fala do presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, de contratar uma apuração paralela dos votos em outubro. Mas o assunto não é consenso entre políticos de Mato Grosso.

O presidente do Partido Liberal (PL) no Estado, senador Wellington Fagundes, grupo de Bolsonaro, diz concordar com a posição de um acompanhamento alternativo na apuração dos votos, apesar da ressalva do aspecto técnico dos procedimentos.

Fagundes acredita que pode haver auditoria desde que haja critérios técnicos confiáveis. (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

“É um assunto de exigência extremamente técnica. As urnas eletrônicas são um exemplo para o mundo, agora, fazer fiscalização é um direito todo partido. Inclusive, nosso partido já se posicionou por uma fiscalização independente, usando parte do Fundo Partidário, e esse assunto está sendo tratado com o próprio Bolsonaro”, disse.

Conforme o senador, o PL deve contratar uma empresa internacional para fazer fiscalização da contagem dos votos. Wellington afirmou que a hipótese já foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na reunião de praxe com partidos sobre os procedimentos eleitorais neste ano.

O ex-governador Júlio Campos (União Brasil), sem fazer menção direita ao assunto em debate, afirmou que perdeu a eleição para o Governo de Mato Grosso em 1998 por ultrapassagem de votos a Carlos Bezerra (MDB). Isso teria ocorrido nas cinco cidades em que a Justiça Eleitoral experimentava as urnas eletrônicas, na época.

Júlio Campos se baseia em derrota de 1998 para questionar urnas em 2022. (Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

“Eu perdi a eleição por diferença 0,7% de votos. Eu estava na frente na contagem em todas cidades em que voto a marcar a papeleta, nas cinco cidades com urnas eletrônicas o Bezerra passou na minha frente e venceu”, relembrou.

Por outro lado, o senador licenciado Jayme Campos (União Brasil) diz não haver motivos para desconfiar dos resultados das urnas em mais de 20 anos de uso no Brasil. Ele afirmou que nas últimas décadas o sistema foi aprimorado para garantir a lisura.

“Júlio disputou a última eleição pro governo há mais de 24 anos e nesse tempo todo a gente vem usando urnas eletrônicas. Me diz o que ocorreu pra gente desconfiar dos resultados? Se alguma falha foi encontrada ela foi corrigida, não vejo motivo para a polêmica”, comentou.

Para Jayme Campos, não tem nada que desabone equipamento, que evoluiu em 24 anos (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O TSE encerrou na sexta-feira (13) a fase de testes às urnas. Segundo o tribunal, os pontos vulneráveis encontrados pelos investigadores na primeira fase, realizada em novembro do ano passado, foram corrigidos e o sigilo do voto e da totalização da apuração não foram violados.

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