União Brasil não tem consenso de apoio a Wellington Fagundes

Deputado Eduardo Botelho diz que declaração de apoio de Bolsonaro ao governo não restringe o leque de candidatos ao Senado

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Membros do União Brasil em Mato Grosso não encaram a declaração de apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao governador Mauro Mendes como um acordo tácito para apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL). 

A posição da cúpula tem sido divergente. O tesoureiro do partido, Aécio Rodrigues, articula para que os filiados se comprometam com a campanha de reeleição de Wellington. Ele diz que seria manter a fidelidade a Bolsonaro, pelos três anos e meio de mandato e a disputa começa agora. 

“Eu sempre defendi que o União Brasil deveria caminhar ao lado do Bolsonaro e dos seus aliados, pois o presidente tem ajudado muito o nosso estado. Acho que as declarações dele na semana passada deixaram claro que o candidato do presidente serão Mauro Mendes e Wellington Fagundes, sem discussão”, afirmou. 

Por outro lado, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho diz que nada que restringe a escolha de apoio a outro candidato, no caso, ao deputado federal Neri Geller (PP). 

Alguns filiados ao União Brasil dizem que o partido deve manter a tendência que vinha sendo formada no começo do ano, de fechar aliança com os Progressistas, visto que Neri Geller seria um apoiador de Mauro Mendes desde 2019. 

“Não temos um acordo fechado ainda e nada impede que a gente apoie outro candidato, mesmo se Bolsonaro manter o apoio a Mauro Mendes [a apoio a Wellington Fagundes não seria obrigatório]”, comentou. 

Botelho disse, por exemplo, que “estranhou” a declaração de apoio do ex-senador Júlio Campos a Wellington, feita na semana passada, algumas horas após a declaração de Bolsonaro. Segundo Botelho, Júlio foi um dos defensores de Neri Geller. 

A divergência entre filiados ainda tem resquício dos grupos anteriores à fusão que formou o União Brasil. Aécio Rodrigues é um dos poucos remanescentes do PSL a continuar na nova sigla. A entrada dele no extinto partido ocorreu na onda de crescimento dos partidos pequenos, em 2018, com a filiação de Bolsonaro. 

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