De 2020 a 2023, mulheres e casais brasileiros congelaram mais de 780 mil óvulos e embriões. O suficiente para povoar uma Cuiabá inteira e ainda preencher um pedacinho de Várzea Grande.
Se consideramos o mesmo período de tempo (de 2020 a 2023), o aumento pela procura por esse tipo de serviço cresceu 96%, no caso dos óvulos, e 20% no caso de embriões.
Só no ano passado, se todos os embriões congelados tivessem resultado em gestações, teríamos mais de 115 mil novos brasileirinhos. Comparando com cidades de Mato Grosso, estaríamos perto da atual população de Sinop.
Os dados são de um levantamento do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) e foram divulgados em uma reportagem do site InvestNews.
O mesmo levantamento aponta que o Brasil possui hoje cerca de 180 clínicas que oferecem o serviço de reprodução assistida.
O procedimento mais procurado nesses locais ainda é a fertilização in vitro. Cerca de 60% dos pacientes chegam pensando nisso. Mas o congelamento de óvulos aparece logo em seguida, sendo procurado por 23% das mulheres.
Aliás, segundo a reportagem, 43% dessas mulheres têm idade entre 30 e 35 anos, ou seja, nem jovens nem velhas demais para uma gravidez.
E se bateu uma curiosidade aí sobre valores… a reportagem aponta que em uma das clínicas especializadas no serviço, os preços são os seguintes:
- R$ 12 mil por uma fertilização in vitro
- R$ 9,6 mil por um congelamento de óvulos
No caso da fertilização, o pagamento pode ser parcelado em até 12 vezes. E para o congelamento dos óvulos, costuma-se cobrar uma anuidade de R$ 1,2 mil, a partir do segundo ano, para manter o óvulo na geladeira.




