UFMT inicia pesquisa sobre respostas do corpo ao coronavírus em pacientes leves e graves

Uma das hipóteses é que o organismo age tão violentamente contra o vírus que as próprias células de defesa agravam o quadro de saúde

(Foto: Agência Brasil/Ilustrativa)

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) vão investigar como o corpo de cada pessoa reage ao coronavírus. O estudo vai levar em conta tantos os casos leves quanto os casos mais graves da doença.

A pesquisa será realizada no Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), Hospital Santa Rosa e Pronto Socorro de Várzea Grande.

A hipótese investigada é que o quadro dos pacientes depende também da resposta imunológica que o corpo organiza.

“Essa resposta pode combater o vírus e ser eficiente, diminuindo a carga viral, ou não, o que levaria a um agravamento do quadro”, explica a professora Renata Slhessarenko, da Faculdade de Medicina.

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Além dessas opções, a pesquisadora comenta que existem dados da literatura científica que sugerem que os pacientes em estado crítico podem apresentar Síndrome da Tempestade de Citocinas.

“Essa síndrome pode levar o paciente à morte por uma ativação exagerada de células de resposta imune e não necessariamente pela replicação do vírus”, completa.

Carga viral

Essas respostas imunológicas dependem, em parte, do perfil genético de antígenos leucocitários humanos (HLA), uma parte do nosso DNA.

A eficiência da resposta dos linfócitos T, responsáveis por coordenar as respostas das nossas células de defesa também será analisada.

Para conduzir a investigação, os pesquisadores vão coletar amostras biológicas de pacientes. Com o material será possível fazer a análise da carga viral, o sequenciamento do vírus, a dosagem das citocinas e a verificação dos HLAs.

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