UFMT ainda aguarda fim do contingenciamento de recursos

Reitoria afirma que dinheiro disponível deve durar somente até julho, apesar de economias já feitas

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Com pouco mais de um mês pela frente até que o orçamento para pagar despesas como contas de água, luz e limpeza acabe, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ainda não recebeu de volta a parte do recurso contingenciado pelo governo federal.

No último dia 17, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), sancionou a lei que abriu um crédito suplementar no orçamento da União. A aprovação do Congresso para isso permitiu ao governo federal captar mais de R$ 248,9 bilhões no mercado para quitar despesas correntes.

Mas havia uma condição: o repasse de R$ 1 bilhão para as universidades e institutos federais que, em maio, haviam sofrido um bloqueio em seus orçamentos por conta da baixa arrecadação do país.

Desde que o contingenciamento foi anunciado, a reitoria da UFMT vem afirmando que teria dinheiro suficiente para bancar as despesas somente até julho.

Para atravessar o momento difícil, a universidade tomou medidas como renegociar contratos de limpeza e segurança; bloquear viagens de estudantes; suspender intercâmbio nacionais e internacionais de alunos e até reduzir o número de aulas de campo de alguns cursos.

Agora, conforme o vice-reitor, Evandro Aparecido Soares da Silva, a UFMT espera que o contingenciamento seja, de fato, revertido.

Ele reconhece que bloqueios não são uma exclusividade do atual governo, mas disse ter estranhado a forma com que ele foi feito. É que no sistema houve, efetivamente, uma redução dos valores que estavam previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019.

Em anos anteriores, o número não mudava, só não era possível ter acesso a sua totalidade. “Até agora, esse corte não foi revisto e o orçamento ainda não voltou ao que era antes”, destacou.

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