Turismo: Desenvolve-MT tem mais pedidos de financiamento que dinheiro para emprestar

Governo de Mato Grosso tenta negociar com a União mais repasses para ajudar na sobrevivência de quem depende do setor

(Foto: Reprodução/HoteisMT)

O governo de Mato Grosso está em busca de mais recursos para o Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Atualmente, a Desenvolve-MT uma das operadoras da linha de crédito – tem R$ 14 milhões disponíveis para financiamentos e mais de R$ 25 milhões em solicitações de empresários.

Conforme a agência de fomento do Estado, a expectativa é que mais R$ 11 milhões sejam liberados nos próximos dias. O dinheiro faz parte de um pacote de R$ 5 bilhões anunciados pelo governo federal para o setor em todo o país.

Porém, basta fazer a contas para perceber que a quantia será suficiente apenas para as 335 empresas que já estão na fila de espera.

Secretário-adjunto de Turismo, Jefferson Moreno afirma que a situação é crítica. Pacotes cancelados, contratos suspensos, demissões e portas fechadas são uma constante para quem trabalha no setor.

Ele lembra ainda que muitos dos trabalhadores são autônomos ou Microempreendedores Individuais (MEI) e, por esse motivo, ficam ainda mais fragilizados com a suspensão dos serviços por conta da pandemia de coronavírus.

Foco no capital de giro

Todos os pedidos de financiamento para expansão e novos projetos estão temporariamente paralisados na Desenvolve-MT. De acordo com instituição, o foco são os pedidos de capital de giro, cujo objetivo é pagar as despesas do empreendimento, dando a ele condições de sobrevivência por mais um tempo.

Cada empresa pode requerer até R$ 100 mil. Contudo, o valor depende da capacidade de endividamento, que é mensurado por regras estabelecidas pelo governo federal.

Os interessados em ingressar com uma solicitação podem fazê-la pelo site da Desenvolve-MT. Após preencher os dados, automaticamente, aparece o limite de crédito que pode ser tomado pelo empresário.

Cenário mato-grossense

Jefferson Moreno explica que as regiões onde o turismo de negócios é forte, vão sentir menos o impacto. Em muitos estabelecimentos já existia um fluxo constante e periódico dos clientes.

“Nestes casos, os empresários estão tentando entrar em contato com as empresas e fechar pacotes para os funcionários com desconto, quando as atividades retomarem”, exemplifica.

Porém, existem algumas situações onde as alternativas são pouquíssimas. Ele cita como exemplo os barcos-hotéis do Pantanal. Mesmo com o retorno das atividades, a insegurança por parte dos próprios turistas – em sua maioria de outros Estado e também do exterior – deve mantê-los longe por mais tempo.

Paralelo a isso, a quantidade de pessoas que ficaram sem emprego é grande. Moreno estima que apenas um dos barcos precise de cerca de 30 funcionários.

No número estão incluídos guias, cozinheiros, piloteiros, suporte técnico, entre outros.

Ele acrescenta ainda o turismo de eventos, que inclui uma série de outros estabelecimentos.

“Estamos tentando negociar com o governo federal mais recursos, principalmente, para capital de giro, para dar um fôlego aos empresários. Agora, quanto mais tempo durar a quarentena, mais impacto haverá”, conclui.

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