TSE nega pedido de Mauro e mantém eleição para o Senado em abril

Mauro alegou alto custo de eleição suplementar e riscos decorrentes do coronavírus

Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, negou o pedido do governador Mauro Mendes (DEM) de adiar para outubro a eleição suplementar para o Senado.

O democrata havia sugerido a suspensão do pleito extraordinário em 26 e abril, para 4 de outubro, em conjunto com as eleições municipais.

Rosa Weber assinalou que a nova eleição é um decisão colegiada, que confirmou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cassou o mandato da senadora Selma Arruda (Podemos), no ano passado, em razão dos crimes de caixa 2 e abuso do poder econômico.

Na última semana, Mauro encaminhou ao presidente do TRE, desembargador Gilberto Giraldeli, um pedido administrativo para suspender a eleição suplementar em abril.

O democrata justificou que que não existe cargo vago no Senado, visto que uma decisão liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, garantiu que o 3º colocado nas eleições ao Senado de 2018 – neste caso o empresário Carlos Fávaro (PSD) – pudesse assumir a vaga a ser deixada por Selma até a realização de nova eleição.

Outro argumento utilizado pelo governador foi o alto custo do pleito extraordinário, visto que segundo divulgou o próprio TRE-MT, a eleição deverá custar mais de R$ 8 milhões, além de despesas com segurança, diárias e transporte que custarão mais de R$ 400 mil ao Governo do Estado.

Um terceiro argumento utilizado por Mauro Mendes foi o risco de contaminação pelo novo coronavírus. O governador alegou que a recomendação dos órgãos de saúde é para que se evite aglomerações.

O pedido do governador foi remetido pelo presidente do TER-MT à ministra Rosa Weber na última quinta-feira (5). A decisão pelo indeferimento ocorreu nesta segunda-feira (9).

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