Tribunal de Justiça solta acusados de participar de esquema na Saúde

Ao analisar pedido de liberdade, desembargador separou acusados em núcleos

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, na tarde desta quarta-feira (10), soltar quatro dos sete presos na Operação Sangria, que apurou a existência de uma organização criminosa que visava monopolizar a Saúde em Mato Grosso, por meio de licitações e contratos fraudulentos. Eles estão presos desde o dia 30 de março.

A decisão foi unânime, conforme voto do relator do processo, desembargador Alberto Ferreira de Souza, que considerou a divisão da organização criminosa em dois grupos.

Participaram da sessão os desembargadores Rondon Bassil Dower Filho e Orlando Perri, este último em substituição ao Pedro Sakamoto, que julga, também na tarde desta quarta-feira, pedido de cassação da senadora Selma Arruda (PSL).

Em uma votação rápida, que dispensou a participação dos advogados de defesa, o desembargador frisou que, conforme denúncia do Ministério Público, a organização criminosa era constituída por dois núcleos, sendo o considerado o de “proeminência” aquele na qual figura o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Corrêa. O médico é apontado, inclusive, como líder do esquema.

Já no núcleo subalterno figuram Celita Natalina Liberali Weissheimer, Fábio Alex Taques Figueiredo, Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea, e o ex-secretário-adjunto de Saúde, Flávio Alexandre Taques da Silva.

Conforme o desembargador, devido a um pedido feito pelo advogado Hélio Nishiyama, que patrocina a defesa do ex-secretário Huark Douglas Correia, os demais acusados no esquema, sendo eles Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer (que também são apontados como sendo do núcleo de liderança), ficaram prejudicados, já que o pedido de liberdade foi retirado da pauta de julgamento.

Quanto ao pedido de liberdade dos “subalternos”, Alberto Ferreira deferiu. “Outra solução não nos afigurou senão conceder a ordem a todos os membros do núcleo subalterno, com cautelares distintas da última ratio”, disse. Dentre as medidas cautelares impostas está o monitoramento eletrônico por tornozeleira.

Desistência

A petição do advogado Hélio quanto a desistência do pedido de liberdade foi recebida pela Segunda Câmara na tarde de terça-feira (9), quando, nos bastidores, circularam informações de que os três réus acusados de serem parte do núcleo de liderança do esquema estariam negociando um possível acordo de colaboração premiada.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

O LIVRE ADS