Três nomes são cotados para a presidência da Acrimat

Além da nova diretoria da Acrimat, também está em jogo a composição da diretoria do recém-criado Instituto da Pecuária

Foto: O LIVRE

A entidade que representa o estado com o maior rebanho no Brasil – com mais de 30 milhões de cabeças – a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) terá novas eleições neste ano para o triênio 2020-2022, e as movimentações para a disputa já começaram.

Nos bastidores ao menos três nomes são cotados e estariam se articulando para o pleito, que deve ocorrer – segundo o estatuto da instituição – até o último dia útil do mês de novembro deste ano.

Amarildo Merotti, do município de Cáceres (217 km de Cuiabá), está entre os nomes sugeridos por pecuaristas ao LIVRE. O nome dele é bem visto nas bases, é considerado um pecuarista modelo e percorreu, nos últimos anos, diversos municípios de Mato Grosso como 1º vice-presidente da Associação, comandada por Marco Túlio Duarte Soares. À época em que foi eleito, formou-se uma única chapa.

Amarildo Merotti é considerado um pecuarista modelo – Foto: Assessoria

Amarildo também preside o Fundo de Apoio a Bovinocultura de Corte (FABOV), que se tornou alvo de questionamentos do governo Mauro Mendes, o qual alega se tratar de um fundo público. Apesar de ter uma boa visibilidade por ter viajado por todo o Estado nos últimos anos, e ter um trabalho no campo respeitado com uma fazenda modelo, Amarildo não conseguiu construir seu grupo e por isso teria declinado da candidatura.

Um segundo nome é do atual diretor financeiro da Acrimat, Osvaldo Ribeiro. Com propriedade em Nossa Senhora do Livramento (a 38km de Cuiabá), não tem a pecuária como atividade principal. É médico e revelou ao LIVRE que dedica 90% do tempo dele exercendo a profissão.

Com menos de 300 cabeças de gado, atua na criação de touros puro origem (P.O), mas teria apoio de boa parte dos dirigentes regionais da Associação e do presidente Marco Túlio, que aos moldes do pleito em que foi eleito, estaria tentando a formação de uma chapa única.

Osvaldo também tem forte ligação com outros pecuaristas que estiveram à frente da Associação, como o ex-presidente José Bernardes, e Júlio Rocha, que passou pela Tesouraria da Acrimat e hoje representa a entidade na Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), em Brasília (DF). Este último, estaria sendo cotado para gerir o Inpec – um Instituto da Pecuária criado recentemente para ser um braço da Associação aos moldes do Instituto Mato-grossense do Agronegócio – IAGRO e do IMAmt – Instituto Mato-grossense do Algodão.

Dr Osvaldo teria apoio de ex-dirigentes da entidade – Foto: Assessoria

Ao LIVRE, Júlio Rocha disse desconhecer a indicação do nome dele para o Instituto e que agora os pecuaristas estão focados em barrar mais um aumento da carga tributária proposta por Mendes.

Já Osvaldo destacou que a indicação de um candidato para o pleito é escolha do atual presidente, mas lembrou que conhece bem a Acrimat. Quanto à presidência, “se o grupo achar que sou o melhor para agora, vou continuar”, disse.

Mas, segundo ele, este não seria seu principal objetivo. “Não tenho essa vaidade, não trabalho com vaidade. Eu sou médico e trabalho muito, mas tenho alguns horários para doar para entidade, e assim, se me escolherem, sou parceiro, vou para qualquer lugar. Como posição de jogador de futebol, jogo de goleiro até a ponta esquerda”, disse.

Apesar de ser reconhecido pelo trabalho sério que presta há cinco anos na Associação, alguns pecuaristas pontuaram a pouca liderança que ele exerce no ramo e o fato de não ter a pecuária como principal atividade, agravaria a situação.

Porcel diz que é cedo para falar de eleição – Foto: Arquivo pessoal

Em uma terceira via, o nome mencionado para uma possível candidatura é do pecuarista de Sinop (480km de Cuiabá), Gilberto Porcel. Nascido em Presidente Bernardes (SP), se mudou para a capital do Nortão em 1984 e é visto como um líder nato da pecuária no Estado, pois agrega o pecuarista tradicional da Baixada Cuiabana e boa parte dos criadores do interior.

Com atuação no setor pecuário desde a década de 50, mostra independência em relação aos grupos que já presidiram a Associação, o que pode contribuir para uma possível candidatura.

Ao LIVRE, Porcel diz que ainda é cedo para falar de eleição. “Não tenho interesse. O pessoal fala muito, mas resolve pouco”, no entanto, pediu para ser contatado a partir da próxima sexta. “Caso saia alguma conversa, estarei pronto para falar a respeito”.

Instituto da Pecuária

Além de presidir a Associação que hoje conta com cerca de 3 mil associados, também está em jogo o comando do Instituto da Pecuária, isso porque o próximo presidente deverá ser o responsável por indicar quem vai gerir esse novo braço da entidade.

Conforme o diretor Jurídico da Acrimat, Armando Cândia, o Instituto já foi registrado e tem o mesmo modelo da diretoria da Associação. “Segue o que foi feito nas outras. É uma demanda do próprio setor, a criação de um Instituto que pudesse também gerenciar a cultura da pecuária de corte de Mato Grosso”, disse.

Apesar de ser debatido desde o ano passado, o tema só veio à tona após a aprovação do novo Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) no início deste ano, quando o governo do Estado decidiu aumentar novamente o percentual pago pelos produtores.

Mas, segundo Cândia, ainda não há muitas definições de como será a atuação do Instituto. “Os diretores ainda estão discutindo como será gerenciado e como serão as tomadas de decisões, juntamente com os associados”.

Ainda segundo Cândia, os diretores devem se reunir no fim desta terça-feira (02), após audiência pública na Assembleia Legislativa, para debater entre os outros assuntos as eleições e a forma de financiamento do Instituto.

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