A juíza eleitoral Glenda Moreira Borges disse que haverá punição durante a campanha de 2026 para disseminação de informações que questionem o processo de registro e computação de votos.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) deve se concentrar na produção de conteúdo com inteligência artificial (IA). O Gabinete de Propaganda Eleitoral para 2026 foi lançado com antecedência para alinhar o trabalho dos juízes.
“Nós vamos fazer um trabalho com harmonia, de compromisso com a celeridade da Justiça. Não vamos tolerar mais a desinformação que venha deslegitimar o processo eleitoral. Todos os abusos serão coibidos com suspensão de conteúdo, cassação do registro de candidatura e multa”, disse a juíza.
O projeto de trabalho para a campanha segue orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A juíza diz que eles tentarão encontrar uma boa medida entre não ser intrusivo, mas sem deixar ocorrer a disseminação de informações falsas.
A combinação de redes sociais e IA deve ser acompanhada de perto por causa do potencial de disseminação de fake news e reação com “engajamento, descontextualização, mentira e ódio”.
O TRE-MT deve usar serviço de checagem de dados lançado em 2024 pelo Justiça Eleitoral em Goiás. O GuaIA é uma ferramenta que utiliza a inteligência artificial para verificar dados com indícios de origem em fake news e deepfakes.
Conforme o TRE-GO, a ferramenta identifica conteúdos criados por IA em sites da internet e redes sociais, além de vídeos e áudios. O objetivo seria estancar a divulgação de arquivos que possam ter sido manipulados com o intuito de gerar notícias distorcidas e enganosas sobre o processo eleitoral.