Trancada pelo marido, mulher pede socorro no WhatsApp e é salva por vizinhos em Cuiabá

Ela mandou mensagem no grupo do condomínio e os vizinhos acionaram a polícia imediatamente

Imagem ilustrativa (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Um homem de 38 anos foi preso nessa terça-feira (30) depois de manter a esposa, de 31 anos, em cárcere privado no apartamento do casal, no Bairro Consil, em Cuiabá, e agredi-la.

Por volta das 14h30, a mulher pediu socorro aos vizinhos no grupo do condomínio no WhatsApp dizendo: “Alguém me ajude, por favor”. E eles acionaram a polícia imediatamente.

Equipes da Polícia Militar foram até o prédio e o portão foi aberto por vizinhos. Os policiais bateram na porta do apartamento, que estava trancada, e pediram que fosse aberta, mas não foram atendidos.

Os militares passaram a ouvir gritos de socorro e cheiro de queimado vindo de dentro do apartamento e continuaram pedindo que abrissem a porta, mas o suspeito respondeu que não iria abrir.

A mulher seguia pedindo por socorro e o cheiro de queimado aumentava. Os policiais resolveram, então, arrombar a porta.

O suspeito tentou impedir a entrada dos militares e não obedeceu a ordem para se entregar, pelo contrário, partiu para cima dos policiais, como se fosse agredi-los.

A equipe precisou usar um spark para imobilizar o homem e conseguir algemá-lo. Mesmo detido, ele ainda ficou se debatendo no chão.

Só depois que o suspeito estava preso a vítima pôde contar que vinha sofrendo agressões do marido constantemente, mas não tinha coragem de denunciá-lo devido às ameaças que sofria.

Nessa terça-feira, os dois tiveram uma discussão, ele passou a ameaçá-la e a trancou dentro do apartamento, impedindo-a de sair. O cheiro de queimado era de uma panela que o suspeito havia colocado no fogão e esquecido.

Vizinhos também contaram sempre ouvir discussões do casal.

O suspeito precisou ser encaminhado à Policlínica do Verdão para receber atendimento médico, por causa dos dardos da spark.

Assim que liberado foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde o caso foi registrado como difamação, ameaça, injúria e sequestro e cárcere privado.

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