Tragédia à vista: Pantanal começa a registrar incêndios

Imagens de satélite mostram que fogo começou na terra indígena dos Guatós

Produtores rurais do Pantanal mato-grossense estão preocupados com um foco de incêndio registrado nesta segunda-feira (5), na área dos indígenas Guatós. O fogo começou por volta das 11h e às 17h já havia consumido uma área de 2 km, conforme mostram imagens de satélite.

Presidente do Sindicato Rural de Poconé e membro do Guardiões do Pantanal, Raul Santos explica que o combate ao fogo na região é complicado. Como se trata de terra indígena, é necessário uma autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai) para os bombeiros entrarem no local.

Até o final da tarde de ontem, eles ainda não haviam conseguido o contato.

Imagens de satélite mostram a origem do incêndio florestal. Foto: (Divulgação/Guardiões do Pantanal)

Segundo Júnior Íris, que é proprietário de uma área no entorno da reserva, a situação gera pânico na região. O motivo é o cenário vivido no ano passado, quando os incêndios atingiram 2,1 milhões de hectares.

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O medo é que as chamas se espalhem rapidamente, dificultando o combate por parte dos bombeiros, brigadistas e pantaneiros, que foram qualificados para controlar o fogo.

Tanto a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, como o Corpo de Bombeiros foram acionados e tentam fazer a intervenção na área que, todos os anos, tem registro de incêndio neste período.

O que diz a Sema?

A equipe do LIVRE entrou em contato com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e, por meio de nota, o órgão informou que só entra em TI quando solicitado pelo governo federal, porque é competência da União. As informações sobre incêndios em Terras Indígenas são realizadas pela Funai.

O Corpo de Bombeiros informou, por meio de nota, que foi plotado no início da tarde de ontem pelo monitoramento e uma equipe que está na região de Poconé já foi despachada para o local.

Como é um local bem distante de Poconé (cerca de 110km), a equipe chegou somente por volta das 18h no local. Estão realizando combate e monitoramento in loco, afim de proteger a área da fazenda próxima (fazenda São João).

A reportagem também procurou a Funai, mas não houve resposta até agora. O espaço continua aberto a manifestações dos dois órgãos.

(Com Assessoria)

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