|sábado, 21 abril 2018

Trabalho de Clovis Matos é criticado e internautas dão show sobre importância da leitura

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Reprodução/Facebook

Clovis Matos

Clóvis Matos, o Papai Noel Pantaneiro, é conhecido em todo Brasil por seus projetos de incentivo à leitura

Na quarta-feira (10) um comentário inusitado foi postado na página do projeto Inclusão Literária, do Papai Noel Pantaneiro Clóvis Matos. Um homem disse para ele “parar com isso”, afirmando que as pessoas precisam de comida e que livro não enche barriga. Porém, ao verem a fala, diversos internautas entraram em defesa da distribuição de livros e deram show sobre a importância da leitura.

Os comentários foram tão intensos, que o LIVRE resolveu compartilhar com nossos leitores, afinal, é sempre bom saber que as pessoas valorizam os livros. Mas primeiro vamos explicar como tudo aconteceu.

A postagem na página do Inclusão Literária em que o comentário crítico foi escrito falava sobre o Natal de 2017, agradecia às pessoas e empresas apoiadoras e deixava números para quem quisesse ajudar.

Reprodução/Facebook

Crítica Clóvis

O homem, cujo comentário acabou sendo apagado, então escreveu: “para com isso”. E Clóvis respondeu perguntando: “Parar porquê?”. O rapaz então disse: “As pessoas precisam de alimentação, agasalhos e um bom emprego, livro não enche a barriga de ninguém não, vão se ocupar com alguma coisa que realmente interessa”.

Reprodução/Facebook

Crítica Clóvis

Clóvis disse ao LIVRE que a primeira sensação que teve foi de repulsa. Afinal, são 13 anos distribuindo livros às comunidades ribeirinhas do Pantanal Mato-grossense, trabalho feito, na maioria das vezes, com dinheiro do seu próprio bolso.

Magoado, Clóvis postou uma imagem com o comentário em seu perfil pessoal no Facebook dizendo: “Quero opiniões… Por favor, leiam o que o [nome da pessoa] escreveu e me digam se devo seguir a ordem dele. Ele ordenou que eu pare com a distribuição de livros”.

Reprodução/Facebook

Crítica Clóvis

Os comentários, 178 apoiadores, surpreenderam o historiador. Já no primeiro, Sarah Ferraz disse: “Quem alimenta a mente não vai passar fome. O povo carece de educação”. E a exemplo dela, vários outros vieram:

“Acho que ele pouco leu, do contrário pensaria diferente. Até da fome e da sede um bom livro nos distrai, nos levando a lugares incríveis. O povo tem fome de alimentos, livros, de educação e de oportunidades. Continue do seu caminho”, disse Aline Sales Pereira.

“Os livros são uma porta para pessoas ascenderem na vida e terem educação, educação muda a vida de uma pessoa, mudou a minha. O resto é assistencialismo barato. Dar comida?! E quando acabar? Vão ficar com fome de novo. Educação não, educação é um caminho para crescer”, escreveu Debora Morais.

Reprodução/Facebook

Comentários

Até o advogado Eduardo Mahon escreveu um comentário: “Curiosamente, esse rapaz deve precisar desesperadamente de um livro. É para transformar gente como ele que trabalhamos com crianças”.

“É por falta de leitura que existe gente vazia assim. Ler alimenta a alma e preenche os vazios existentes no coração. Seu trabalho é lindo, lindo de viver”, comentou Marília Norma.

“As pessoas precisam de alimento sim, mas sem educação e cultura serão sempre mendicantes. A literatura salva!”, escreveu Sidney Nicéas.

Motivado pelas dezenas de comentários cheios de apoio e amor, Clóvis escreveu: “O Inclusão Literária não para, semana que vem publicarei a agenda de 2018, porque temos muita gente precisando de livros e querendo ler por este Brasil afora. Vamos juntos”.

Karina Cabral/O Livre

Clovis Matos e Luciano Huck

Em dezembro, o Brasil conheceu o Papai Noel Pantaneiro através do programa Caldeirão do Huck

Ao LIVRE, ele disse que os comentários foram o deixando cada vez mais feliz, principalmente porque nenhum foi diferente, todos apoiaram a ele e ao Inclusão Literária.

“Livro não é para encher a barriga mesmo, livro enche a cabeça, faz a pessoa crescer, poder melhorar a vida e encher a própria barriga depois”, finalizou o Papai Noel Pantaneiro.

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