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Trabalhadores da UTI neo-natal denunciam atraso salarial no Hospital Santa Helena

Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Setenta e cinco trabalhadores ainda não receberam o salário do mês passado, que venceu no dia 5 de março, no Hospital Santa Helena. Eles são funcionários da Unidade de Terapia Intensiva neo-natal e afirmam que os atrasos são recorrentes.

Conforme um dos profissionais ouvido pelo LIVRE, quando os funcionários buscam informações junto à empresa Escomed, que administra o setor, não são atendidos ou os gestores simplesmente dizem que não há prazo estimado para quitação do débito.

A situação é crítica e, nos corredores, é comum ouvir enfermeiros, técnicos e equipe de apoio relatando que estão com aluguel atrasado e luz cortada. Um cenário difícil e somado ao não-pagamento do vale-refeição.

Neste mês, segundo eles, a empresa completa sete meses sem o repasse do benefício, que é de R$ 235 ao mês.

Outro ponto abordado pelos funcionários é a falta de máscaras e luvas, bem como a baixa qualidade dos itens de proteção individual.

Uma máscara que pode ser usada no máximo até quatro horas precisa durar um plantão de 12 horas inteiro – e o mesmo acontece com os jalecos.

As roupas usadas na unidade, que em teoria deveriam ir para a lavanderia do hospital, também precisam ser lavadas em casa pelo enfermeiro e técnico, o que expõe as famílias de quem atua na unidade.

O que diz o sindicato da categoria

O presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sipen), Djamir Soares, afirma estar ciente do problema e assegura que a entidade está em contato com o sindicato patronal para pedir esclarecimentos sobre a situação.

O que diz o Hospital Santa Helena

O médico e diretor da unidade, Marcelo Sandrin, explicou que a unidade é terceirizada para a empresa Escomed, cujos responsáveis são a doutora Iza Queila e Aroldo, e que o Hospital Santa Helena está fazendo todos os repasses conforme o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sandrin ainda acrescenta que todos os funcionários ligados ao Santa Helena estão com o salário em dia.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a UTI Neo Natal e conseguiu falar com a doutora Iza Queila. Ela alegou que não faz parte da empresa e que responde apenas como médica plantonista.

Quando questionada sobre os contatos dos responsáveis, ela alegou não os ter. Foi deixado o telefone de contato e, caso a empresa queira se manifestar, o espaço continua aberto.

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