Por Lucas Loureiro *
Quando a gente recebe um diagnóstico de depressão e começa a tomar um antidepressivo, é natural pensar: “agora vai melhorar.” E melhora sim. Mas só em partes.
O medicamento é importante e muitas vezes necessário.
Ele age no cérebro ajudando a reequilibrar substâncias que estão desreguladas, como a serotonina e a dopamina. Com isso, aquela sensação de peso, de vazio, de não conseguir fazer nada começa a diminuir.
Isso é muito valioso. Mas o que o remédio faz é controlar os sintomas — ele não trata a causa.
Por que o exercício físico importa?
Não é conversa de academia. É ciência. Quando o corpo se movimenta, o cérebro libera substâncias que têm efeito antidepressivo de verdade — serotonina, dopamina e uma proteína chamada BDNF, que ajuda os neurônios a funcionarem melhor e a criarem novas conexões.
Por que o acompanhamento psicológico é indispensável?
Porque ela faz o que nenhum remédio consegue fazer: te ajuda a entender o que está por trás da sua depressão. Quais pensamentos, situações e padrões de comportamento estão alimentando esse sofrimento. E mais do que isso — te dá ferramentas para lidar com tudo isso no dia a dia.
O remédio abre uma janela. O exercício e a terapia são o que você constrói enquanto essa janela está aberta.
Tratamento de verdade é esse conjunto funcionando junto. Não uma parte isolada!
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Dr. Lucas Loureiro é médico, CRM.MT – 7866, fazendo atendimentos voltados para o cuidado da Saúde Mental há mais de 7 anos. O seu instagram é @dr.lucasloureiro