18 de abril de 2026 08:05
Política

TJ nega pedido e Carlinhos Bezerra vai a júri em Cuiabá

Defesa alegou comoção social, mas Tribunal manteve julgamento na capital
Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou o pedido da defesa de Carlos Bezerra, conhecido como “Carlinhos”, para transferir o julgamento do caso. Com a decisão, o réu será levado a júri popular na Comarca de Cuiabá.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16) pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas, que rejeitou o pedido de desaforamento. A informação foi divulgada pelo site Olhar Jurídico.

A defesa voltou a acionar o TJMT após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já ter negado a tentativa de anular o júri. Os advogados alegaram que a repercussão do caso na capital poderia comprometer a imparcialidade dos jurados, argumento que não foi acolhido pelo Tribunal.

Com isso, caberá à 1ª Vara Criminal de Cuiabá definir a data do julgamento.

Carlinhos é acusado de feminicídio qualificado contra a ex-companheira Thays Machado e de homicídio qualificado contra Willian Cesar Moreno, que era namorado dela. Segundo as investigações, ele não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir a vítima.

O casal teria se relacionado por cerca de dois anos. Durante esse período, conforme apurado, o acusado apresentava comportamento controlador, monitorando celular e redes sociais. Após o término, em dezembro de 2022, a perseguição teria se intensificado, com uso de ligações e aplicativos de rastreamento.

Ainda de acordo com a investigação, ele chegou a seguir Thays até Várzea Grande, quando foi percebido e houve acionamento da polícia, mas conseguiu fugir.

No dia 18 de janeiro de 2023, conforme o inquérito, o acusado teria armado uma emboscada. Thays e Willian estavam em frente ao edifício Solar Monet, onde ela morava, quando foram surpreendidos.

Segundo o apurado, Carlinhos passou de carro e efetuou diversos disparos de pistola contra o casal, que morreu no local.

O caso teve grande repercussão em Mato Grosso. Thays era servidora e mantinha proximidade com integrantes do Judiciário. O Tribunal, inclusive, deu o nome dela a um núcleo de atendimento a vítimas de violência doméstica.

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